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Booster T1 da Booster Robotics impressiona com chutes na Copa do Mundo 2026

Robô com mochila laranja chutando bola de futebol em campo com goleiro e público ao fundo.

Mesmo com um porte compacto, ele é capaz de disparar chutaços de respeito. Quem se arrisca a entrar no gol?

Pênaltis na Copa do Mundo 2026: o vídeo do Booster T1 no X

Com o início hoje da Copa do Mundo 2026, na Cidade do México, a empresa Pequim Booster Robotics aproveitou o momento para colocar um de seus robôs em evidência. O modelo se chama Booster T1 e, em um vídeo publicado no X em 29 de maio (veja abaixo), ele aparece encarando o desafio delicado de bater pênaltis.

O mais curioso é a naturalidade dos movimentos - chega a ser desconcertante. O robô encaixa várias bombas no gol sem errar o alvo; em uma das finalizações, a bola chegou a estourar a parede da área de testes.

Bem mais atlético do que o robô da Xpeng que desabou durante uma apresentação, o Booster T1 demonstra aptidão esportiva comparável à febre dos robôs velocistas que fazem sucesso na China. Ele não foi pensado para correr como o “sprinter nato” produzido pela Honor, mas o nível do chute faria muito atacante profissional passar vergonha.

O Booster T1: uma “pequena camarão” com chute de carregador

O robô tem cerca de 1,20 m de altura e pesa 30 kg, dimensões que lembram as de uma criança de oito anos. O chassi é bem leve, e cada perna conta com seis articulações motorizadas independentes (quadril, joelho e tornozelo), o que permite reproduzir praticamente todas as rotações e flexões de uma perna humana.

Os motores entregam torque muito alto e concentram uma força de torção desproporcional ao tamanho do T1. Essa escolha mecânica dá ao robô a capacidade de armar o movimento e devolver toda a energia no instante em que o pé encontra a bola.

Ainda que na gravação de demonstração ele pareça um pouco rígido, a transferência de energia entre a perna e a bola chama atenção. O gesto de armar e bater acontece rápido o bastante para a bola sair como um projétil, sem que o robô seja jogado para trás.

Potência do chute: velocidade provável e energia no impacto

A Booster Robotics não informou qual era a velocidade exata da bola quando ela rachou a divisória, mas é razoável estimar algo entre 80 e 130 km/h. Uma bola de futebol dentro do padrão oficial pesa entre 410 e 450 gramas.

A 80 km/h (aproximadamente 22 m/s), a energia cinética no impacto passa dos 100 joules, patamar mais do que suficiente para trincar uma placa de gesso comum com 12,5 mm de espessura. Já a 130 km/h, a energia encosta em 240 joules, o bastante para atravessar a divisória - porém, no vídeo, o painel não se desmancha por completo: ele fica apenas perfurado.

RoboCup, “AdultSize” e a vitrine internacional do T1

Mesmo bem distante do recordista do chute mais forte da história do futebol, o brasileiro Ronny Heberson (211 km/h em uma cobrança de falta em 2006), o feito do T1 continua impressionante do ponto de vista mecânico.

E ele não é apenas um truque de demonstração: o robô já mostrou serviço em competição na RoboCup no ano passado. Esse é o maior torneio de futebol de robôs autônomos, criado em 1997. Em 2025, a equipe Hephaestus, da Universidade Tsinghua (Pequim), venceu a categoria "AdultSize" usando unidades do T1.

A próxima edição acontece de 30 de junho a 6 de julho, em Incheon, na Coreia do Sul, e o T1 foi escolhido por mais de 50 equipes ao redor do mundo para participar. Vale lembrar que a seleção chinesa de futebol (a de humanos) não disputa uma fase final de Copa do Mundo desde 2002 - um detalhe ironicamente saboroso.

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