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Marinha do Brasil: Fragata Tamandaré (F200) conclui as primeiras provas de tiro

Navio de guerra disparando canhão no mar com tripulação a bordo em uniforme azul.

Como parte das etapas de aprontamento antes de entrar em operação, a fragata Tamandaré (F200) da Marinha do Brasil concluiu com sucesso suas primeiras provas de tiro, marcando mais um avanço no programa de modernização da força de superfície. Entre 9 e 13 de abril, em águas ao largo de Cabo Frio (RJ), o navio realizou uma série de avaliações com munição real para checar o desempenho dos sistemas de combate em condições próximas às de emprego, na reta final para o início do serviço.

Os testes incluíram disparos do canhão Oto Melara de 76 mm “Super Rapid” contra alvos de superfície do tipo “Killer Tomato”, além de lançamentos de torpedos. As atividades foram conduzidas pela Segunda Divisão da Esquadra, com a participação da fragata classe Niterói “Defensora” (F41), um helicóptero AH-11B Wild Lynx e representantes do consórcio industrial responsável pelo programa, o que permitiu validar a integração entre meios navais e aéreos em um ambiente de operação conjunta.

Essa fase integra o processo de certificação dos sistemas de armas do navio, requisito essencial para confirmar sua plena capacidade operacional. Durante os ensaios, foram analisadas tanto a precisão do armamento quanto a integração com o Sistema de Gestão de Combate (CMS), responsável por centralizar informações de sensores como radares de busca tridimensional e sistemas de guerra eletrônica. Também foram conduzidas simulações táticas com base em dados reais, voltadas a reproduzir cenários de combate mais complexos e exigentes.

O andamento dessas provas dá sequência aos ensaios iniciados em 2025, quando a fragata completou com êxito suas provas de mar, incluindo a verificação de sistemas de propulsão, navegação, geração de energia e serviços de bordo. Esses marcos anteriores abriram caminho para uma etapa mais rigorosa, focada na validação completa de sensores e armamentos, bem como na interação entre os diversos subsistemas que compõem sua arquitetura de combate.

Em termos de capacidades, com deslocamento próximo de 3.500 toneladas, o Programa de Fragatas Classe Tamandaré representa um salto tecnológico para a Marinha do Brasil. Projetada como escolta multipropósito, a unidade que dá nome à classe está preparada para missões de guerra de superfície, antissubmarino e proteção de unidades de alto valor, além de contar com convoo e hangar para helicópteros. Sua incorporação atende à necessidade de reforçar a vigilância de áreas marítimas estratégicas e a proteção de infraestruturas críticas em um cenário geopolítico cada vez mais desafiador.

Essas provas de armamento ocorreram poucos dias após a primeira entrada da fragata na Baía de Guanabara, quando atracou no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro após concluir o trânsito desde o estaleiro em Itajaí (SC). A chegada marcou o início da fase final de preparação antes da incorporação oficial. Nos próximos passos, a unidade será formalmente integrada à Esquadra após a cerimônia de mostra de armamento prevista para 24 de abril.

Em paralelo, seguem os avanços na construção das demais unidades da classe: a Jerônimo de Albuquerque deve iniciar provas de mar na segunda metade de 2026, enquanto a Cunha Moreira e a Mariz e Barros avançam em diferentes etapas de construção, consolidando o programa Tamandaré como um dos pilares da renovação naval brasileira no médio prazo.

Créditos das imagens: Marinha do Brasil.-

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