Por meio de uma publicação no X do Quartel-General Conjunto Permanente (@DefenceOps), foi informado que o porta-aviões da Marinha Real Britânica, o HMS Prince of Wales, lidera a fase mais recente do exercício Neptune Strike 26-03, realizado no Atlântico Norte. Com essa atividade, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) procura ampliar a integração entre as forças aliadas. Sob comando da aliança, o grupo naval atua ao lado do HMS Somerset, do HMS Duncan, de um destróier francês e do navio logístico RFA Tidespring, fortalecendo a capacidade de defesa coletiva em um ambiente estratégico.
Neptune Strike 26-03 estende seu alcance ao Ártico
A edição Neptune Strike 26-03 marca uma mudança nesta série de exercícios ao levar suas operações, pela primeira vez, ao Alto Norte e ao Atlântico Norte no âmbito da Arctic Sentry. A iniciativa incorpora uma das Atividades de Vigilância Reforçada (eVA) da OTAN, conduzida pelo Comando Conjunto de Forças de Norfolk (JFC Norfolk), para expandir o alcance operacional da aliança em uma das áreas de maior importância estratégica.
Nesta etapa, o Grupo de Ataque de Porta-Aviões do Reino Unido, comandado pelo HMS Prince of Wales, atua em conjunto com o Grupo de Ataque Expedicionário espanhol, liderado pelo navio Castilla. Também participam unidades navais, submarinos e aeronaves da Croácia, Dinamarca, França, Grécia, Islândia, Itália, Noruega, Polônia, Portugal, República da Macedônia do Norte, Romênia, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos, além da Força de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento da OTAN (NISRF).
Integração multinacional em um ambiente de alta exigência
As operações ocorrem no Ártico, no Alto Norte e no Atlântico Norte, regiões cujas condições climáticas e operacionais diferem das encontradas na maior parte das áreas habituais de desdobramento dos países aliados. Dessa forma, o exercício proporciona um cenário para reunir capacidades multinacionais, aprimorar procedimentos e ajustar as operações a um ambiente de segurança cada vez mais complexo.
Além disso, Neptune Strike 26-03 possibilita o treinamento de operações multidomínio, com a ação coordenada de forças navais, aéreas e submarinas sob uma estrutura de comando comum. Com isso, a OTAN pretende reforçar a interoperabilidade entre seus integrantes e preservar a capacidade de reagir rapidamente a diferentes cenários de crise.
O HMS Prince of Wales já havia participado da Arctic Sentry
A presença do HMS Prince of Wales no Neptune Strike 26-03 acontece poucas semanas após outro marco operacional no Ártico. No início de julho, o porta-aviões britânico desdobrou caças embarcados F-35B Lightning para participar da missão Arctic Sentry, sendo a primeira vez que essa operação de vigilância aérea da OTAN foi realizada com aeronaves baseadas em um porta-aviões.
Naquele desdobramento, a Real Força Aérea Britânica (RAF) comunicou que dois F-35B decolaram do HMS Prince of Wales em 2 de julho para interceptar uma aeronave russa de patrulha marítima Tu-142 “Bear F”. De acordo com o comunicado oficial, a aeronave russa se aproximou do grupo de combate do porta-aviões enquanto ele navegava dentro do Círculo Polar Ártico, efetuou várias aproximações e lançou dispositivos de monitoramento no mar antes de ser escoltada pelos caças britânicos até deixar a área.






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