A Rússia voltou a enviar um bombardeiro estratégico Tu-95 para perto do Japão, desta vez escoltado por um caça Su-35, levando a Força Aérea de Autodefesa do Japão (JASDF) a mobilizar aeronaves. O Estado-Maior Conjunto japonês informou que a formação foi localizada sobre o Mar do Japão em 21 de julho e que incluía ainda duas outras aeronaves militares russas, cuja identificação não foi divulgada de imediato.
Tu-95 e Su-35 russos se aproximam de Hokkaido
Segundo o comunicado oficial japonês, os aviões russos cruzaram o Mar do Japão e se aproximaram de Hokkaido, mas não violaram o espaço aéreo japonês. Ainda assim, a operação evidenciou a recorrência com que Tóquio precisa reagir às atividades da aviação estratégica russa nas proximidades de seu território, especialmente em meio ao aumento das operações militares no Nordeste Asiático.
O Ministério da Defesa do Japão não revelou qual era o objetivo do voo. Analistas, porém, associaram a missão aos recentes deslocamentos navais russos e chineses na região, interpretando-a como mais uma demonstração de presença militar. A presença conjunta de um bombardeiro Tu-95 e de um caça de superioridade aérea Su-35 também chamou atenção, pois essa configuração é menos frequente do que as observadas em outras patrulhas realizadas nos últimos meses.
Novo episódio após a mais recente patrulha aérea conjunta Rússia-China
A atividade ocorreu poucas semanas depois de o Japão comunicar a 11ª patrulha aérea estratégica conjunta realizada por Rússia e China. Nessa operação, bombardeiros russos Tu-95MS e chineses H-6 fizeram um voo prolongado sobre o Mar do Japão, o Mar da China Oriental e o Pacífico Ocidental, acompanhados por caças chineses J-16, um Su-30 russo e aeronaves de patrulha marítima Tu-142.
Vigilância japonesa diante das patrulhas russas
Em contraste com a missão multinacional, o voo de 21 de julho contou exclusivamente com aeronaves russas. Mesmo assim, a continuidade desse tipo de patrulha demonstra a atividade constante da aviação de longo alcance de Moscou no entorno estratégico do Japão, obrigando as Forças de Autodefesa a preservar um elevado nível de vigilância e prontidão para respostas rápidas sempre que aeronaves militares se aproximam do espaço aéreo do país.






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