A fragata Victoria, da Marinha Espanhola, e o DAT Orión, do Exército do Ar e do Espaço da Espanha, ambos integrados à operação Atalanta, participaram recentemente do exercício internacional DORALEH II. Ao lado das Marinhas do Japão e de Djibuti, o navio espanhol realizou procedimentos de combate à pirataria e exercícios de abordagem. Além disso, integrantes do Destacamento Aéreo Tático Orión ministraram palestras sobre busca e salvamento no Centro Regional de Treinamento Marítimo de Djibuti, destinadas a membros da Marinha e da Gendarmaria de Djibuti e da Somália.
A fragata Victoria na operação Atalanta
A participação não foi um caso isolado. Em 2023, a fragata Victoria da Marinha Espanhola cumpriu uma rotação no âmbito da operação Atalanta, deixando a Base Naval de Rota para uma missão de quatro meses e meio na região do Chifre da África. Ao longo do desdobramento, o navio conduziu ações contra a pirataria e de monitoramento de frotas pesqueiras, em linha com os objetivos da operação Atalanta.
Esses objetivos incluem proteger o tráfego marítimo no oeste do oceano Índico, com atenção especial aos navios do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas.
Na ocasião, o Ministério da Defesa da Espanha informou que a Força Naval da União Europeia (EUNAVFOR) patrulha uma ampla área entre o Golfo de Áden e as ilhas Seychelles. Normalmente, a força dispõe de quatro a sete navios e de dois a quatro aeronaves de patrulha marítima.
DAT Orión e o apoio aéreo em Djibuti
Outro componente espanhol da operação é o Destacamento Orión, ou DAT Orión, baseado em Djibuti. O destacamento completou 15 anos de operações em 22 de setembro de 2023 e é formado por pessoal e meios do Exército do Ar e do Espaço. Sua estrutura reúne aproximadamente 50 militares e uma aeronave de patrulha marítima e reconhecimento D-4 VIGMA, uma versão do CASA CN-235.
Em fevereiro de 2024, a fragata Victoria voltou a Rota após concluir outro desdobramento de quatro meses e meio. Durante essa missão, participou de quatro incidentes de pirataria, entre eles a libertação do barco pesqueiro de bandeira iraniana ALMERAJ-1 em águas da Somália. Para vigilância, busca e resgate, o navio utilizou drones Scan Eagle e um helicóptero AB-212, além de empregar equipes de operações especiais e de segurança marítima.
Na passagem pela região, a fragata também estabeleceu contatos com autoridades locais e forças marítimas internacionais. O navio visitou os portos de Souda, na Grécia; Berenice, no Egito; Djibuti, em Djibuti; Victoria, nas Seychelles; Mombasa, no Quênia; e Salalah, em Omã.






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