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Estudo da ADP: 10% dos franceses temem ser substituídos por IA

Homem concentrado trabalhando em computador em escritório moderno com colegas ao fundo.

Uma pesquisa recente indica que 10% dos franceses têm receio de serem substituídos por uma IA. Ao mesmo tempo, muita gente vê a tecnologia como uma ajuda concreta no dia a dia.

A pergunta “a IA ameaça o seu emprego?” vem ganhando espaço no mundo inteiro. Enquanto parte das pessoas teme perder o trabalho para sistemas automatizados, outras acreditam que a inteligência artificial vai facilitar bastante as tarefas cotidianas. É nesse contraste que se apoiam os resultados de um novo levantamento internacional.

IA e emprego: o que diz o estudo da ADP

O estudo anual foi divulgado pela ADP, consultoria focada em serviços de RH, e repercutido pela BFM TV. No recorte global, 28% dos entrevistados - independentemente do país - dizem temer que a inteligência artificial os substitua no curto prazo.

Na França, porém, esse pessimismo aparece bem menos: apenas 10% afirmam ter essa preocupação. Ainda assim, vale notar que houve aumento de 2 pontos em um ano.

O mesmo patamar de 10% também se repete entre os franceses que dizem acreditar que a IA vai ajudá-los no trabalho - uma das menores taxas registradas internacionalmente.

Adoção da IA no cotidiano profissional

A ADP também aponta que o uso da IA vem se popularizando no ambiente de trabalho. Segundo o levantamento, 20% dos participantes no mundo dizem utilizá-la todos os dias (11% na França) e 30% relatam usar ao menos uma vez por semana (24% na França). Como era esperado, executivos e profissionais em cargos de gestão são os mais expostos a esse tipo de uso.

Uma Europa ainda desconfiada

Mesmo com relativamente poucos europeus afirmando temer diretamente a substituição por IA, a desconfiança em relação à tecnologia continua presente. Há várias explicações para isso, começando pela soberania digital: no contexto atual, até que ponto dá para confiar em ferramentas norte-americanas?

É nesse cenário que entra a Comissão Europeia, com o DMA, criado para proteger dados dos utilizadores e estimular a concorrência. O caso mais recente citado é o do Siri AI. A Apple se recusa de forma categórica a se adequar à legislação europeia, o que leva à ausência do novo Siri no lançamento previsto para o fim do ano.

Na França, outro exemplo é o AI Overviews, a busca assistida por IA do Google baseada no Gemini. A indisponibilidade ocorre por causa de uma disputa jurídica ainda não resolvida entre o Google e editores de imprensa franceses, relacionada aos direitos conexos. Para melhor? Segundo o argumento apresentado, sim: as GAFAM não podem impor suas regras em território europeu.

Entre fricções e ganhos de produtividade com inteligência artificial

Esses atritos acabam alimentando uma desconfiança - possivelmente justificável - em torno das ferramentas de inteligência artificial. Ainda assim, a IA já está presente e hoje é inviável ignorá-la.

Em muitos países, ela ajuda trabalhadores tanto em tarefas de programação quanto na eliminação de atividades repetitivas e pouco estimulantes. Mas daí a substituir certos empregos? Meses atrás, Sam Altman (OpenAI) declarou que, se o seu trabalho for substituído por uma IA, então ele não seria “um trabalho de verdade”, no sentido de que deixaria de ser útil para a sociedade. Por outro lado, a tecnologia também poderia criar novas ocupações.

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