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Deezer declara guerra às músicas geradas por inteligência artificial

Jovem usando smartphone e computador com software de edição de áudio em ambiente de estúdio caseiro.

É cada vez pior...

A inteligência artificial está ficando mais presente no nosso dia a dia - e até dentro dos nossos fones. Nos últimos meses, plataformas de streaming de música como Spotify e Deezer passaram a receber uma enxurrada de faixas geradas por inteligência artificial. No ano passado, o suposto grupo The Velvet Sundown explodiu do nada, apesar de, na prática, a banda nem sequer existir.

Deezer x inteligência artificial: a ofensiva começou em janeiro de 2025

De olho nessa virada do mercado, a Deezer decidiu partir para o combate. Em janeiro de 2025, a plataforma francesa lançou uma ferramenta própria para identificar músicas produzidas por IA. Naquele momento, apenas 10% das faixas enviadas diariamente eram geradas por inteligência artificial. Hoje, a proporção já chega a quase metade.

Artistas vs IA

Em 2026, o volume de músicas criadas por inteligência artificial continua subindo. No começo do ano, uma versão afro-soul de Papapoutai feita inteiramente por IA virou um fenômeno nas plataformas de streaming e no YouTube, acumulando mais de 25 milhões de reproduções só no Spotify em poucas semanas.

Uploads diários no Deezer: de 10% para 44%

Há um ano e meio, 10% dos títulos enviados diariamente à Deezer eram gerados por inteligência artificial. Em abril de 2025, o índice já tinha ido para 18%, antes de alcançar 34% em novembro. Agora, 44% das faixas colocadas na plataforma todos os dias são criadas por IA - quase metade do total. Na prática, isso significa que cerca de 75.000 músicas geradas por inteligência artificial são submetidas à Deezer diariamente.

Detector de IA do Deezer e transparência para o setor

“Esperamos que o ecossistema musical se una a nós para tomar medidas que protejam os direitos dos artistas”, declarou Alexis Lanternier, diretor-geral da Deezer, em um comunicado à imprensa. No momento, a empresa afirma estar enfrentando a inteligência artificial e sinaliza sistematicamente as faixas concebidas por IA, com foco em transparência.

A ferramenta de detecção colocada em operação pela Deezer em janeiro de 2025 nunca foi tão necessária. Tanto que a plataforma a disponibiliza para outros participantes do setor, com a proposta de ajudar a criar um padrão para a indústria, graças à capacidade de identificar 100% das músicas geradas pelos modelos generativos mais avançados, como Suno e Udio. O crescimento da inteligência artificial generativa vem preocupando cada vez mais o meio artístico - especialmente a indústria musical - em um contexto em que os artistas já lutam para ter reconhecimento e valorização justos. Nesse cenário, a Deezer se posiciona como uma plataforma que diz se importar com música, artistas e fãs, apostando em liderança de transparência sobre conteúdos musicais gerados por IA e defendendo uma remuneração mais equilibrada para os artistas.


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