Trocar o óleo é uma das tarefas mais básicas - e, ao mesmo tempo, uma das mais importantes - da manutenção de um carro. Não chega a ser tão simples quanto completar o reservatório do líquido do limpador do para-brisa ou conferir a pressão dos pneus, mas ainda assim é um serviço relativamente fácil.
Além disso, seguir a periodicidade indicada vai ajudar, sem dúvida, a aumentar a vida útil do motor e pode até melhorar o desempenho.
Se você não se incomoda em “arregaçar as mangas” e sujar um pouco as mãos, confira abaixo um guia prático, passo a passo, para trocar o óleo do seu carro.
Passo 1: antes de começar
Antes de encostar no carro ou soltar qualquer parafuso, há algumas informações essenciais que você precisa considerar ao fazer uma troca de óleo.
Entre elas estão o intervalo de troca recomendado pela montadora, a quantidade exata de óleo e a especificação do óleo correta para esse motor. Em geral, você encontra tudo isso no manual do proprietário.
Também é importante separar antecipadamente todas as ferramentas que podem ser necessárias, para não descobrir no meio do trabalho que faltou algo. As mais comuns são a chave de catraca para soltar o bujão do cárter (onde o óleo fica) e a chave específica para remover e reinstalar o filtro de óleo.
Inclua ainda um recipiente para coletar o óleo usado e, de preferência, um funil para colocar o óleo novo. E, já que você vai lidar com sujeira, vale usar luvas para não manchar (demais) as mãos. Antes de iniciar, tenha em mãos o óleo novo e o filtro de óleo - o filtro deve ser trocado sempre que o óleo é substituído.
Passo 2: colocar o carro na posição adequada
Para o óleo usado escorrer melhor, o ideal é aquecê-lo um pouco. Para isso, basta deixar o motor ligado por um tempo: o suficiente para não estar completamente frio, mas sem ficar quente demais. Assim, o óleo fica mais fluido e você evita o risco de se queimar ao encostar em componentes próximos.
Como o óleo vai sair por baixo do motor, você vai depender da gravidade. Portanto, é necessário erguer o carro de um jeito seguro e firme. Dá para usar um macaco ou cavaletes de apoio, mas confira se o veículo está nivelado e bem travado.
Na parte inferior do motor, na região do cárter, haverá um parafuso maior conhecido como bujão do óleo, normalmente com uma arruela/borracha de vedação. Essa vedação evita vazamentos e também deve ser substituída. Próximo ao bujão, você verá um cilindro - dependendo da marca e do modelo, pode até ter cor diferente - que é o filtro de óleo.
Tudo pronto? Então vamos começar.
Passo 3: retirar o óleo velho
Posicione o recipiente de coleta logo abaixo do bujão do óleo. Com a chave de catraca, solte o parafuso e não estranhe: assim que ele aliviar, o óleo começa a escorrer.
Se for preciso, deixe o bujão cair dentro do recipiente junto com a sua borracha/arruela de vedação. Assim você não o perde de vista e pode limpá-lo depois, antes de reinstalar.
O escoamento completo pode levar alguns minutos - dá até tempo de tomar um “cafezinho”. O importante é esperar sair tudo, literalmente até a última gota.
Quanto mais óleo escorrer, menos resíduo de óleo antigo permanece no motor. Esse também é um bom momento para usar a chave do filtro, soltá-lo do lugar e deixar escorrer mais um pouco para o recipiente. Verifique se a junta/anel de vedação do filtro antigo saiu junto; ela também precisa ser removida.
Com o óleo todo drenado, chega a hora de instalar o filtro novo e fechar novamente o cárter com o bujão.
Comece lubrificando a vedação que vem no filtro novo com um pouco do óleo que você comprou. Em seguida, rosqueie o filtro e aperte no ponto correto usando a chave apropriada.
Agora falta recolocar o bujão do óleo - aquele parafuso maior - no lugar. Não esqueça a arruela/borracha de vedação. Ela é indispensável para evitar vazamentos.
Passo 4: colocar o óleo novo
Depois de finalizar o que precisava ser feito sob o carro, é hora de colocar o óleo novo. Abra o capô e remova a tampa de abastecimento de óleo do motor.
A quantidade deve ser exatamente a indicada pela montadora. E, se não for um número “redondo”, os frascos de óleo normalmente trazem marcações que ajudam a ver quanto já foi usado.
Para um resultado mais limpo e preciso, use o funil e despeje o óleo novo no motor.
Passo 5: verificar tudo
A maioria dos motores ainda traz a vareta de óleo tradicional, que serve para conferir se o nível ficou correto. Já carros mais novos podem ter indicação digital acessada pelo painel de instrumentos.
Depois disso, ligue o motor por alguns minutos e observe se está tudo funcionando como deveria e se não há qualquer sinal de vazamento. Se estiver tudo certo, é hora de baixar o carro e começar a guardar as ferramentas utilizadas.
É nesse momento, também, que você vai encarar o óleo usado e pensar no que fazer com ele. A resposta errada é jogar no lixo, despejar no chão ou em qualquer tipo de ralo e tubulação.
A resposta correta é levar até um centro de reciclagem ou a um ponto de coleta de óleo usado, onde você pode entregar o material retirado do motor. Atenção: os “oleões” que muitas vezes aparecem em ecopontos não servem, pois são destinados a óleo de cozinha - e não a óleos automotivos/industriais. E vale reforçar: trocar óleo em via pública é proibido, então faça o serviço em um local apropriado.
Passo 6 (bônus): apreciar o trabalho feito
Se a troca de óleo deu tudo certo, é bem provável que você se sinta a melhor pessoa do mundo - e que nada possa impedir você de fazer a manutenção do próprio carro. E até de outros.
Aproveite o resultado e dê uma volta depois da troca. Você pode perceber o carro mais silencioso e o motor trabalhando de um jeito um pouco mais suave.
E, alguns dias depois, talvez até note diferença no consumo. Sinais de um serviço bem executado.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário