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Médicos de família passam a prescrever fisioterapia remota com inteligência artificial (IA) da Sword Health no SNS

Homem sentado no chão com dispositivo eletrônico conectado ao joelho, consultando dados de saúde em tablet.

A partir de segunda-feira, médicos de família passam a poder indicar um tratamento novo no país: fisioterapia remota com inteligência artificial (IA). A prestação é feita pela Sword Health e tem cobertura integral do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Acordo do SNS acelera o início do tratamento e reduz custos

A convenção, válida para todas as unidades do SNS, foi formalizada na quinta-feira. O modelo prevê acesso praticamente imediato e uma conta menor para o Estado: na prática, menos 97% no tempo de espera e uma redução de 45% nos custos, com o valor de €200 por utente, sem limite de sessões ao longo de um ano. “Uma das grandes vantagens do modelo é que somos pagos para tratar o doente e não por sessão realizada. Além disso, é escalável, isto é, não há um limite no número de doentes a tratar”, explica o fundador da Sword, Virgílio Bento.

Como funciona a fisioterapia remota com IA da Sword Health

No dia a dia, o médico prescreve a telerreabilitação com IA. Depois, o utente entra na plataforma ou fala com a Sword para fazer o cadastro. Em seguida, há uma consulta com os clínicos da empresa e, nos dias posteriores, o dispositivo é entregue em casa para a realização dos exercícios previstos no plano terapêutico.

A IA faz o acompanhamento e aplica correções em tempo real; já os resultados de cada sessão são partilhados imediatamente para supervisão da equipe. “Nos EUA temos uma solução para os telemóveis, e a partir de setembro vai estar igualmente disponível aqui, ficando o kit para os mais infoexcluídos”, adianta Virgílio Bento.

Método remoto reduz a espera para iniciar tratamentos em 97% e poupa 45% na fatura do Estado

Indicações clínicas previstas na convenção

De acordo com a convenção com o SNS - aberta no fim de fevereiro e, por enquanto, apenas com este prestador -, a fisioterapia remota pode ser prescrita para patologias musculoesquelética crónica ou aguda, do pavimento pélvico, cardiorrespiratória ou neurológica, para reabilitação cognitiva e neurocomportamental ou ainda para terapia da fala.

O leque de doentes elegíveis é amplo, mas, como o padrão até aqui tem sido a interação presencial com um fisioterapeuta em uma unidade de saúde, o modelo exige divulgação e esclarecimento. Ao Expresso, o CEO da Sword ressalta que a próxima etapa é justamente “educar o mercado e as equipas clínicas sobre a uma solução que reduz quase na totalidade o tempo de espera para acesso e reduz para metade os custos para o SNS”.

Expansão da Sword no SNS para triagem e saúde mental

Para além da telerreabilitação, a Sword pretende avançar com outras frentes de prestação ao SNS. Ainda na quinta-feira, assinou protocolos com nove unidades locais de saúde (Santa Maria, Algarve, Alto Ave, Baixo Mondego, Cova da Beira, Matosinhos, São João, Almada-Seixal e São José) voltados para soluções de IA em triagem, gestão de cuidados continuados ou saúde mental. “O objetivo é permitir que sejam mais eficientes e prestem cuidados de alta qualidade”, garante Virgílio Bento.

Novidades no INEM

O unicórnio, avaliado em mais de quatro mil milhões de dólares, entrou pela primeira vez em Portugal através do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) com o objetivo de melhorar o atendimento, mas a iniciativa não avançou. Ao Expresso, o fundador reconhece que o contexto é outro: “A inquietação que agora vemos com o estado atual das coisas faz-nos sentir confortáveis em trabalhar, incluindo no INEM. Esta liderança está mais interessada em resolver problemas e vão existir novidades no futuro.”


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