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Renault 5 E-Tech passa de 50 mil pedidos de interesse

Carro elétrico Renault R5 E-TECH amarelo em showroom moderno com estação de recarga ao fundo.

O Renault 5 E-Tech recém-revelado ao público no Salão de Genebra, no fim da semana passada, está rapidamente se consolidando como o lançamento mais esperado da marca francesa nos últimos anos.

A proposta totalmente elétrica chama atenção, antes de tudo, pelo visual que remete ao Renault 5 clássico - uma combinação bem resolvida entre referências retrô e linguagem moderna. Soma-se a isso o preço anunciado de 25 mil euros na configuração mais acessível, um patamar competitivo para um compacto 100% elétrico quando comparado aos rivais mais diretos.

Design e posicionamento do Renault 5 E-Tech

A Renault aposta na força do nome e no apelo emocional do desenho, mas também em uma estratégia de preço para tornar o modelo atraente no segmento de elétricos urbanos. A ideia é oferecer um carro com identidade clara, sem abrir mão de soluções atuais.

Plataforma, potências e baterias do Renault 5 E-Tech

Vale lembrar que o sucessor do Zoe é construído sobre a plataforma AmpR Small (antes conhecida como CMF-B EV) e terá três níveis de potência - 70 kW (95 cv), 88 kW (120 cv) e 110 kW (150 cv). Haverá ainda duas opções de bateria, de 40 kWh e 52 kWh, com até 300 km e 400 km de autonomia, respectivamente.

Mais de 50 mil em lista de espera

A curiosidade em torno do modelo foi grande e agora isso se confirma: o anúncio indica que o novo Renault 5 já soma mais de 50 mil pedidos de interesse. Isso acontece mesmo com as encomendas abrindo apenas em maio e as primeiras entregas previstas para algum momento entre setembro e outubro.

O número foi compartilhado por Fabrice Cambolive, diretor executivo da Renault, em entrevista à Automotive News Europe. Ainda assim, segundo ele, o desafio está em garantir a capacidade e o ritmo de produção.

“O problema não é perceber se temos clientes - o desafio é ter um início de produção suave, e ser capaz de entregar aos primeiros clientes o modelo até outubro.”

Fabrice Cambolive, diretor executivo da Renault

Embora, num primeiro momento, apenas a versão com maior autonomia vá estar disponível para compra, o CEO da Renault acredita que, “passo-a-passo”, a variante com menor autonomia ganhe «popularidade».

Assim como já ocorria com o Zoe, Cambolive espera que uma fatia relevante das vendas do novo 5 seja destinada a empresas - em 2023, elas representaram metade do total de vendas da Renault. No caso do Renault 5, a projeção é que 40% das unidades sejam direcionadas a empresas/frotas.

Ainda de acordo com o executivo, o Renault 5 deve trazer consumidores inéditos para a marca, ou seja, gerar vendas de conquista. Ao mesmo tempo, ele não deixa de lado a base do Zoe e pretende converter esses clientes para o novo 5.

Fonte: Automotive News

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