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AFIA pede flexibilidade na transição da indústria automotiva após reunião em Bruxelas

Carro elétrico verde AFIA 2030 em showroom moderno com duas pessoas conversando e robô industrial ao fundo.

Reunião em Bruxelas e posição da AFIA

Após o encontro realizado em 12 de setembro, em Bruxelas, entre a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e os principais representantes da indústria automotiva, a AFIA (Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel) já se manifestou oficialmente.

Descarbonização, emprego e competitividade da indústria automotiva

Sobre as metas climáticas, José Couto, presidente da entidade, destaca que “as empresas portuguesas já estão a investir de forma significativa em descarbonização”.

Ainda assim, a AFIA reforça que a passagem para uma mobilidade mais sustentável precisa vir acompanhada de medidas que deem flexibilidade às empresas, preservem empregos e fortaleçam a competitividade da indústria automotiva portuguesa e europeia.

Concentrar-se apenas em soluções totalmente elétricas pode deixar de lado um conjunto de tecnologias de baixo carbono em que a Europa já ocupa uma posição de liderança.

José Couto, Presidente da AFIA

Concorrência da China e força dos componentes em Portugal

José Couto também chamou atenção para o avanço da concorrência da China, afirmando que isso “exige da Europa uma resposta coordenada. Sem medidas que reforcem a competitividade e assegurem capacidade produtiva local, arrisca-se a perder relevância industrial e tecnológica na nova era da mobilidade”.

Em Portugal, a indústria de componentes continua entre os pilares da economia, com investimentos robustos em tecnologias voltadas à mobilidade sustentável e em processos produtivos mais eficientes sob os pontos de vista econômico e ambiental.

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