Camuflagem discreta do Porsche Cayenne elétrico
Em vez de seguir a linha da maioria dos protótipos rodando por aí como “zebras” psicodélicas, cheios de grafismos em preto e branco, a Porsche adota uma estratégia bem diferente. Ela prefere cobrir o carro com tinta preta fosca, pode até instalar painéis falsos na mesma tonalidade e ainda aplicar adesivos de faróis ou lanternas - em tamanho exagerado.
Essas peças falsas podem reproduzir os conjuntos ópticos de outros modelos da própria Porsche ou, se for conveniente, imitar os de outras marcas. A intenção é simples: confundir quem tenta identificar o carro.
Por que a Porsche evita o padrão "zebra"
Sascha Niesen, responsável pela checagem e validação dos protótipos de teste do novo Cayenne elétrico, explicou à The Drive - que teve a chance de testar os carros - qual é a lógica por trás dessa escolha.
Segundo ele, o foco é passar o máximo despercebido possível, algo que praticamente não acontece com o tipo de camuflagem chamativa usado em outros protótipos. Nessa mesma direção, o uso de faróis falsos e grandes também ajuda a mascarar as novas óticas mais finas do modelo.
No fim, a camuflagem da Porsche faz o novo carro parecer um modelo antigo - ou, então, simplesmente um veículo qualquer.
“Para ser honesto, não sabemos porque é que as outras empresas fazem aquela coisa da zebra esquisita nos seus protótipos, porque apenas grita: ‘Olá, sou um protótipo’. Faz toda a gente olhar”.
Sascha Niesen, verificação e validação dos protótipos de teste do Porsche Cayenne elétrico
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