Já sabemos que o Insignia é bom. E, depois do sem-graça Vectra, ele praticamente era obrigado a ser. Só que, quando o barulho do lançamento baixar, vai chegar a hora de marcar opcionais, fechar contratos de frotas e receber pagamentos. O Insignia é um campeão de volume - e disputa um dos segmentos mais competitivos que existem.
O modelo-chave: Vauxhall Insignia 2.0 diesel
E a versão mais importante de todas é justamente a 2.0 diesel que guiámos aqui. A lista de configurações parece uma grelha quase indecifrável, com os modelos que mais vendem espremidos entre o 1.8 16v de entrada e os 2.8 V6 a gasolina com tração 4x4, mais parrudos. Mesmo assim, é este 2.0 diesel que vai parar debaixo do capô da maioria dos Insignia.
No nosso caso, a unidade era a de 157 cv - e custa apenas £250 a mais do que a de 128 cv, dinheiro bem gasto. O carro de teste vinha também com câmbio automático, o que acrescenta mais £1.350 e ainda o coloca na faixa seguinte de CO2.
Na estrada: silêncio, torque e vontade de acelerar
É um bom motor. Funciona de forma silenciosa, tem bastante torque e entrega desempenho suficiente. Na prática, dá para levar um representante de vendas de um lado para o outro sem stress nem drama - e, se ele tiver cuidado, ainda consegue quase 18 km/l. A força chega de maneira progressiva, suave e discreta.
Mesmo assim, esse mesmo “Sr. Representante” vai acabar a divertir-se quando decidir pisar mais fundo. Em autoestrada, o carro passa uma sensação robusta e estável, mas também sabe entreter numa estrada gostosa e sinuosa. Ao contrário do Vectra, não há nada de mole ou impreciso aqui; dá para perceber que foi desenvolvido por gente que aprecia um bom trecho de asfalto com curvas.
Flexride e pacote SRi: acerto, modos e ruído
Também dá para equipar o Insignia com o Flexride da Vauxhall. São três modos: Normal, Sport e Tour. O Sport é, claro, o mais interessante - até porque faz os instrumentos brilharem num vermelho mais “sério”. Além disso, ele endurece os amortecedores, ajudando a manter tudo sob controlo, mesmo em inclinações laterais mais chatas.
Se essa opção não for a sua praia, existe o pacote SRi, que era o do nosso carro de teste e que, de forma meio confusa, ainda pode ser combinado com o próprio Flexride. Com ele, o carro fica mais baixo e ligeiramente mais firme do que o padrão, mas paga um preço em ruído de pneus, por causa das rodas exageradas de 19 polegadas. Então, se a sua rotina envolve muitas viagens de autoestrada, é melhor passar longe desse conjunto.
Cabina e a comparação inevitável com o Ford Mondeo
Por dentro, também há muito do que gostar. O painel amplo e “varrido” acompanha o estilo do exterior, e todos os pontos de contacto são agradáveis de mexer, apertar e explorar. E o melhor: não há aquela sensação de plástico barato em lado nenhum.
Mas - e este é o ponto grande - ele é tão bom quanto um Ford Mondeo?
Na versão diesel (que é onde a briga realmente acontece), a diferença é mínima e, no mundo real, vai ser difícil separar os dois pelo comportamento dinâmico. Mesmo que o Ford leve uma pequena vantagem nessa comparação direta, é o Vauxhall que deixa a sensação de ser mais especial. Sim, é isso mesmo: um Vauxhall capaz de fazer você sentir-se especial.
Não é de admirar que tenhamos dado a ele um prémio.
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