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Fiat confirma quatro novos modelos na Europa entre 2023 e 2026

Carro elétrico Fiat 2026 branco com capô e teto vermelhos exposto em salão automotivo moderno.

Depois de cerca de dez anos em que a Fiat viveu na Europa em modo «pão e água», com orçamento curto - o que travou a renovação da linha e limitou o crescimento -, a entrada na Stellantis passa a abrir espaço para mudanças e lançamentos relevantes.

Quem confirma o novo momento é o próprio Olivier François, diretor executivo da Fiat. Em entrevista à revista britânica Autocar, ele adiantou que a marca terá quatro modelos inéditos para a Europa entre 2023 e 2026, mantendo a cadência de um lançamento por ano.

A estratégia, segundo François, coloca a eletrificação no centro do plano, com a Fiat buscando ser a “Tesla do povo”. O mantra, como ele define, é “Elétricos para todos”, embora o executivo reconheça que isso só se torna viável quando o custo de eletrificar cair.

É justamente essa condição que permitiria cumprir a meta de transformar a Fiat na primeira marca europeia de grande volume a vender apenas carros elétricos a partir de 2027 - ou até antes, caso seja possível.

“Novo Punto” em 2023, mas não se chamará Punto

O movimento inicial nessa direção será um modelo novo com porte equivalente ao de um Fiat Punto, porém sem usar o nome Punto, de acordo com François.

Durante mais de vinte anos, o Punto foi o best seller da Fiat na Europa. Com o encerramento da produção em 2018, a marca ficou fora de um segmento que historicamente era seu território - lacuna que deve ser preenchida já no próximo ano.

Agora sob o guarda-chuva da Stellantis, o “Novo Punto” utilizará a plataforma CMP, a mesma aplicada em carros como Peugeot 208 e Opel Corsa. Como se trata de uma arquitetura multienergia, esse novo Fiat deverá ter tanto versões com motor a combustão quanto variantes 100% elétricas, a exemplo do que já acontece em 208 e Corsa.

Mais crossovers e SUV

Na sequência desse lançamento - que será um dos três modelos produzidos na planta da Stellantis em Tychy, na Polônia (os outros dois serão um Jeep posicionado abaixo do Renegade e um SUV pequeno da Alfa Romeo, conhecido até agora como Brennero) - a Fiat deve colocar no mercado mais três crossovers ou SUVs.

Com o mercado cada vez mais dominado por crossovers e SUVs, a Fiat é uma das poucas marcas que ainda tem pouca presença nesse tipo de produto: hoje, a oferta se resume ao 500X. É esse quadro que a empresa pretende alterar nos próximos anos.

Estão prometidas três novidades, e uma delas levará o nome Panda. O compacto deve assumir de vez um perfil mais aventureiro e também crescer, subindo um degrau em tamanho e em posicionamento.

Olivier François diz que o próximo Panda estará mais alinhado ao «espírito» do modelo original - portanto, mais minimalista e mais rústico do que o atual. O «chefe» da Fiat também indica que ele será o carro que mais «beberá» do concept Centoventi apresentado em 2019.

Acima do Panda, a expectativa é de um SUV maior. Porém, como a Fiat afirma que vai manter o foco em segmentos compactos - sem nada acima de 4,5 m de comprimento -, esse futuro utilitário aponta diretamente para o segmento C, onde hoje está o Tipo.

O terceiro crossover ou SUV deve integrar a família 500, ficando entre o novo 500 (terceira geração do compacto, que é exclusivamente elétrica) e o SUV compacto 500X. François descreve essa proposta como “chique e urbano”.

E mais?

Ainda não está claro se haverá substitutos diretos para o 500X ou para o Tipo, dois modelos que já carregam muitos anos de mercado.

Se o futuro do Tipo segue indefinido - já que Olivier François não dá qualquer sinal sobre uma próxima geração -, no caso do 500X existe mais segurança, embora o executivo tenha deixado aberta a possibilidade de o modelo não ter um sucessor direto.

Fora da Europa, a Fiat também seguirá com a expansão da sua bem-sucedida operação sul-americana, que entra no pacote de renovação planejado por François: “Nos próximos cinco anos, vamos lançar um carro por região por ano e globalmente vamos criar modelos que serão comuns em todo o mundo, que é algo que temos tido dificuldade no passado”, afirmou.

A intenção é chegar a uma linha com 10 modelos principais, incluindo quatro veículos comerciais leves, a Strada (exclusiva do mercado sul-americano) e cinco veículos globais.

Fonte: Autocar

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