Entre os lugares dos Estados Unidos mais procurados por turistas brasileiros, Washington, DC quase nunca aparece como prioridade. Em geral, a capital americana entra no roteiro como uma escala breve entre destinos mais famosos da Costa Leste ou como bate-volta para quem está hospedado em Nova York. Ainda assim, poucas horas circulando por museus, monumentos, parques e bairros históricos já mostram que a cidade merece mais do que uma visita apressada.
Chamada no dia a dia apenas de DC, a capital dos Estados Unidos combina características que não são tão comuns em outras cidades do país: muitas atrações gratuitas, deslocamentos simples, uma cena gastronômica em crescimento e pontos turísticos reunidos em uma área que dá para explorar caminhando. Na prática, isso significa uma viagem rica em conteúdo cultural sem exigir o mesmo orçamento de outras grandes metrópoles americanas.
Uma das primeiras descobertas de quem chega pela primeira vez é justamente a quantidade de programas sem custo. Boa parte dos museus mais relevantes de Washington, DC não cobra entrada - incluindo várias instituições associadas ao Smithsonian -, além de monumentos, memoriais e áreas verdes que ajudam a narrar a história dos Estados Unidos.
O planejamento também fica mais fácil por conta da locomoção. Muitos dos principais pontos turísticos se concentram em uma zona relativamente compacta, o que permite fazer vários trechos a pé entre museus, memoriais e monumentos.
Como tantas atrações ficam reunidas, Washington, DC costuma impressionar pela variedade de experiências em pouco espaço. Para ver os museus essenciais, passar por monumentos históricos, fazer visitas guiadas ao Capitólio e à Biblioteca do Congresso, caminhar por bairros mais movimentados e experimentar a diversidade gastronômica local, vale separar de três a cinco dias. Com esse tempo, dá para montar um roteiro sem pressa e enxergar diferentes lados da capital americana.
Entre museus, monumentos e parques
O centro do turismo em Washington, DC é o National Mall, uma grande faixa verde que liga alguns dos cartões-postais mais conhecidos da cidade. É nessa área que ficam monumentos famosos no mundo todo e parte considerável dos museus mais visitados dos Estados Unidos.
Entre as paradas mais comuns no roteiro estão o Museu Nacional de História Natural, o Museu Nacional do Ar e Espaço, a Galeria Nacional de Arte, o Museu Nacional de História Americana e o Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana. A maioria dessas instituições oferece entrada gratuita.
Além dos museus, o entorno reúne lugares simbólicos como o Lincoln Memorial, o Washington Monument, o Capitólio e a área externa da Casa Branca - pontos que ajudam a explicar a trajetória política e institucional dos Estados Unidos. Também estão entre as experiências mais disputadas as visitas guiadas ao Capitólio e à Biblioteca do Congresso, considerada a maior biblioteca do mundo e um dos edifícios mais visitados da cidade.
Os parques e espaços ao ar livre entram naturalmente no ritmo da viagem. O National Mall funciona como um eixo, conectando atrações e oferecendo áreas para caminhar, pedalar e descansar entre uma visita e outra.
Uma cidade feita para ser explorada sem carro
Ao contrário de muitos destinos americanos, Washington, DC permite conhecer grande parte da cidade sem precisar alugar carro.
A soma de calçadas largas, transporte público funcional e atrações próximas transforma a caminhada em uma das melhores maneiras de explorar a capital. Em especial na região do National Mall, onde se concentram monumentos, memoriais e museus, dá para fazer boa parte do itinerário a pé.
Para completar os deslocamentos, o transporte público ajuda bastante. O metrô de Washington tem seis linhas que servem os principais pontos turísticos e bairros, enquanto a rede de ônibus faz a ligação com áreas mais distantes. Para muitos visitantes, o Metrorail acaba sendo a opção mais rápida e conveniente para circular entre atrações, hotéis e polos gastronômicos.
Com essa facilidade, bairros como Georgetown, Dupont Circle, Capitol Hill e The Wharf podem ser conhecidos sem grandes esforços - regiões que ficam longe dos prédios governamentais e das imagens mais associadas à capital americana.
A rica gastronomia de Washington, DC
De alguns anos para cá, Washington, DC firmou uma cena gastronômica capaz de atrair interesse por si só. Restaurantes liderados por chefs reconhecidos dividem espaço com mercados, cafeterias independentes e cozinhas que traduzem a diversidade cultural da cidade. Hoje, dezenas de endereços da capital aparecem entre as recomendações do Guia Michelin - são cerca de 25 estabelecimentos estrelados.
Essa variedade se reflete nos menus espalhados pelos bairros. A cidade tem a maior comunidade etíope fora da África, além de forte presença da culinária salvadorenha e de tradições - como as dos Bálcãs - que também ajudam a formar a identidade gastronômica local.
Entre os itens mais famosos está o half-smoke, um tipo de cachorro-quente feito com carne bovina e suína defumadas, normalmente servido com chili. O lanche é um dos símbolos de Washington e tem no Ben’s Chili Bowl um de seus endereços mais tradicionais. Outro clássico é a mumbo sauce, um molho agridoce com leve picância, comum em lanchonetes especializadas em frango frito.
A influência etíope também ocupa papel de destaque na mesa da cidade. Em muitos restaurantes - principalmente na região de Shaw - os pratos chegam acompanhados de injera, um pão tradicional usado no lugar dos talheres.
Como em outras grandes cidades, cada área de Washington, DC tem um jeito próprio de comer. Georgetown, o bairro mais antigo da capital americana, concentra restaurantes, cafés e confeitarias, além de mesas com vista para o rio Potomac.
Já The Wharf, área revitalizada às margens do rio, reúne bares, restaurantes e espaços de convivência e virou um dos principais pontos de encontro da cidade. Penn Quarter e Chinatown, por sua vez, somam opções de cozinhas internacionais e ficam perto de alguns dos principais teatros, museus e monumentos.
Como chegar a Washington, DC saindo do Brasil
Para brasileiros, uma alternativa bastante prática para chegar a Washington, DC é viajar com a Copa Airlines. A empresa opera voos a partir de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Salvador e Manaus, usando seu centro de conexões no Aeroporto Internacional de Tocumen (PTY), na Cidade do Panamá, o que facilita o acesso aos Estados Unidos.
O principal aeroporto de chegada é o Aeroporto Internacional Washington Dulles (IAD), que fica a cerca de 40 quilômetros do centro. Entre a capital panamenha e Washington, o tempo médio de voo é de aproximadamente 4 horas e 50 minutos. Um dos voos sai do Aeroporto Internacional de Tocumen (PTY) às 9h13 e aterrissa em Washington às 15h05.
Entre os diferenciais apontados está a ampla malha de conexões nas Américas e no Caribe. O modelo de operação permite chegar a dezenas de destinos internacionais via Panamá, sem precisar passar pelos procedimentos de imigração dos Estados Unidos quando o destino final é outro país.
A praticidade nas conexões também costuma pesar na escolha. As malas seguem despachadas até o destino final, e os cartões de embarque de todos os trechos são entregues ainda no aeroporto de origem no Brasil, diminuindo etapas no caminho.
A companhia ainda oferece o programa Stopover, que autoriza incluir uma parada gratuita de alguns dias na Cidade do Panamá - na ida ou na volta - usando a mesma passagem aérea. A alternativa tem atraído viajantes que querem combinar dois destinos em uma única viagem.
A bordo, os passageiros contam com uma plataforma gratuita de entretenimento acessível em celulares, tablets e notebooks, além de serviço de wi-fi em aeronaves selecionadas.
O jornalista viajou a convite do Destination DC, órgão oficial de promoção turística e de marketing de Washington, DC , com apoio da Copa Airlines
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