Pular para o conteúdo

Números realmente impressionantes do supercaminhão elétrico Tesla Semi

Van elétrica branca Tesla Semi exibida em showroom moderno com grandes janelas de vidro ao fundo.

Quando se fala em caminhão elétrico, muita gente imagina algo focado apenas em economia e emissões - não em desempenho de tirar o fôlego. Só que o Tesla Semi, nome simples vindo de semi truck (o conjunto cavalo-mecânico + carreta), chega justamente para mexer com essa expectativa, trazendo números que soam mais como rumor de internet do que como ficha técnica.

E o mais curioso é que essas cifras são, na prática, mais otimistas do que muita especulação tinha prometido. A proposta da Tesla é clara: colocar um “super caminhão” na estrada, com performance, autonomia e recarga rápida o suficiente para encarar transporte de carga de longa distância.

Super Performance

Apenas 5,0 segundos dos 0 às 60 mph (96 km/h) é o tipo de marca que normalmente associamos a esportivos, não a caminhões. A Tesla diz que isso é três vezes melhor do que caminhões a diesel atuais equivalentes.

Mais impressionante ainda é repetir a mesma arrancada em apenas 20 segundos quando está totalmente carregado - ou seja, levando pouco mais de 36 toneladas (80 mil libras). Para efeito de comparação, um caminhão diesel leva cerca de um minuto.

E as promessas continuam: a fabricante norte-americana afirma que o Semi consegue vencer rampas de 5%, carregado, mantendo 105 km/h de velocidade constante, bem acima dos 72 km/h indicados para um diesel comparável.

Super aerodinâmico

O coeficiente de arrasto (Cx) do Tesla Semi chama atenção: apenas 0,36. Isso fica bem à frente dos 0,65-0,70 de caminhões atuais e chega a ser menor que os 0,38 de um Bugatti Chiron, por exemplo. Claro que, por ser um caminhão, ele perde no item área frontal - a outra variável necessária para calcular o desempenho aerodinâmico -, mas ainda assim é um resultado surpreendente.

Arrasto baixo é essencial para reduzir consumo e, no caso do Tesla Semi, significa ampliar o alcance por carga. A marca anuncia cerca de 800 km de autonomia, carregado e em velocidades de rodovia, o que corresponde a um consumo de 2 kWh por milha (1,6 km). Como seria de esperar, o Semi traz diversos sistemas de recuperação de energia, podendo recuperar até 98% da energia cinética.

Segundo a Tesla, essa autonomia dá e sobra para cobrir a maior parte das necessidades do transporte. Perto de 80% das viagens de transporte de mercadorias nos EUA têm menos de 400 km.

Super carregamento

A grande dúvida sobre a viabilidade do Tesla Semi era, naturalmente, o tempo de recarga. A resposta da Tesla vem na forma de um novo equipamento: depois dos superchargers, surge o megacharger, que em 30 minutos entrega energia suficiente para 640 km de autonomia.

Uma rede desses carregadores instalada de forma estratégica em pontos de parada de caminhoneiros, permitindo recarregar durante as pausas obrigatórias ou enquanto ocorre o carga/descarga, abre caminho para um transporte de mercadorias 100% elétrico em longas distâncias.

Super interior

Quando a Tesla diz que o interior foi desenhado “ao redor do motorista”, ela leva isso ao pé da letra, colocando o condutor na posição central - à la McLaren F1 - com dois telões laterais. Essa posição central melhora bastante a visibilidade, e o Tesla Semi vem com uma série de sensores para eliminar pontos cegos. Como dá para ver, nada de retrovisores - será que conseguirá ser homologado assim?

Super segurança

As baterias ficam numa posição baixa, ajudando a manter o centro de gravidade reduzido, e são reforçadas para maior proteção em caso de colisão. Sensores também monitoram a estabilidade da carreta, reagindo ao distribuir torque positivo ou negativo para cada roda de forma independente, além de atuar nos freios.

E, sendo um Tesla, o Autopilot não poderia faltar. O Semi oferece frenagem autônoma de emergência, alerta de saída e manutenção de faixa. O Autopilot também permite viajar em pelotão: um Semi pode liderar vários outros, que o seguirão de maneira autônoma.

Super fiabilidade (?)

Em teoria, sem motor, transmissão, sistemas de tratamento de gases de escape e diferenciais, a confiabilidade do Tesla Semi deve ser muito superior à de caminhões diesel equivalentes. E os custos de manutenção tendem a ser significativamente menores.

Mas vários relatos indicam que os automóveis da marca estão longe dessa utopia. Será que o Tesla Semi vai convencer?

Mesmo que os custos de manutenção/reparo não sejam tão baixos quanto a Tesla promete, é difícil contestar que o gasto com “combustível” será bem menor. Eletricidade é, sem dúvida, mais barata que o diesel. Segundo a Tesla, o operador pode esperar uma economia de 200 mil dólares ou mais (pelo menos 170 mil euros) a cada um milhão de milhas rodadas (1 milhão e 600 mil quilômetros).

A produção estava prevista para 2019 e o Tesla Semi já pode ser pré-reservado por 5000 dólares (4240 euros).

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário