Pular para o conteúdo

HMS Prince of Wales lidera o Exercício Neptune Strike 26-03 no Atlântico Norte

Porta-aviões militar navegando no mar com aeronaves na aeronave decolando ao pôr do sol.

Adicione o Zona Militar e receba as notícias do Zona Militar no Google.

Uma postagem da Defesa Operations (@DefenceOps), o Quartel-General Conjunto Permanente, informou que o porta-aviões da Marinha Real Britânica HMS Prince of Wales lidera a etapa mais recente do Exercício Neptune Strike 26-03, em curso no Atlântico Norte. Promovido pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), o exercício procura aprofundar a integração entre as forças aliadas. Sob comando da OTAN, o grupo naval atua junto do HMS Somerset, do HMS Duncan, de um contratorpedeiro francês e do navio logístico RFA Tidespring, ampliando a capacidade de defesa coletiva em uma área estratégica.

👉 Leia mais: Fire Point reúne grandes empresas da indústria europeia para ampliar a produção do interceptor antibalístico FP-7X Freya

O exercício Neptune Strike 26-03 estende as operações ao Ártico

O Neptune Strike 26-03 representa uma mudança para esta série de exercícios ao levar, pela primeira vez, suas atividades ao Alto Norte e ao Atlântico Norte no âmbito da Arctic Sentry. A iniciativa faz parte das Atividades de Vigilância Aprimorada (eVA) da OTAN, conduzidas pelo Comando Conjunto de Norfolk (JFC Norfolk), e busca ampliar o alcance operacional da aliança em uma de suas áreas mais estratégicas.

Nesta etapa, o Grupo de Ataque de Porta-Aviões do Reino Unido, comandado pelo HMS Prince of Wales, trabalha em conjunto com o Grupo de Ataque Expedicionário espanhol, liderado pelo HMS Castilla. Também estão envolvidos meios navais, submarinos e aeronaves da Croácia, Dinamarca, França, Grécia, Islândia, Itália, Noruega, Polônia, Portugal, Macedônia do Norte, Romênia, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos, além da Força de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento da OTAN (NISRF).

📌 Você também pode se interessar por:

  • Ucrânia e Polônia avançam nas negociações para acordar a transferência de quatro caças MiG-29 Fulcrum
  • Exército Brasileiro prevê investir R$ 300 milhões para recompor os estoques de foguetes de seus sistemas ASTROS

Integração multinacional em condições altamente exigentes

As ações são realizadas no Ártico, no Alto Norte e no Atlântico Norte, regiões cujas condições meteorológicas e operacionais diferem das encontradas na maior parte das áreas normalmente utilizadas pelos países aliados. Dessa forma, o exercício permite reunir capacidades multinacionais, aperfeiçoar procedimentos e ajustar as operações a um cenário de segurança progressivamente mais complexo.

O Neptune Strike 26-03 ainda viabiliza treinamento multidomínio, com forças navais, aéreas e submarinas atuando de maneira coordenada sob uma estrutura de comando única. Com isso, a OTAN pretende elevar a interoperabilidade entre os integrantes da aliança e preservar sua capacidade de responder rapidamente a diferentes situações de crise.

O HMS Prince of Wales já havia atuado na Operação Arctic Sentry

A presença do HMS Prince of Wales na Operação Neptune Strike 26-03 acontece poucas semanas após outro evento operacional no Ártico. No começo de julho, o porta-aviões britânico destacou caças F-35B Lightning para a missão Arctic Sentry, na primeira ocasião em que essa operação de vigilância aérea da OTAN utilizou aeronaves embarcadas.

Naquele destacamento, a Força Aérea Real (RAF) comunicou que dois F-35B partiram do HMS Prince of Wales em 2 de julho para interceptar uma aeronave russa de patrulha marítima Tu-142 “Bear F”. Conforme a nota oficial, o avião russo se aproximou do grupo de ataque do porta-aviões enquanto este navegava dentro do Círculo Polar Ártico, realizou diversas aproximações a curta distância e lançou dispositivos de rastreamento no mar, antes de ser escoltado para fora da área pelos caças britânicos.

Imagens obtidas da Defesa Operations.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário