O que é?
Trata-se da versão reestilizada do Vauxhall Meriva, um monovolume compacto com foco em famílias, que ganhou uma frente redesenhada, um sistema de entretenimento atualizado e - segure a empolgação - um motor novo.
Motor 1.6 diesel do Vauxhall Meriva e desempenho
Uau, é um V8?
Bem, não exatamente. A Vauxhall passou a oferecer no Meriva o seu novo diesel 1.6 - e já era hora, porque o antigo 1.7 era ultrapassado e barulhento.
Com o 1.6, o conjunto melhora de forma clara. A potência sobe 6bhp, chegando a 134bhp, e o torque aumenta para 236lb ft. Mesmo com esse ganho, os números de consumo e CO2 também evoluem para 64.2mpg e 116g/km, respectivamente.
Mais importante do que esses dados no papel, o Meriva fica, no geral, bem mais refinado. O turbo entra de maneira progressiva a partir de 1,500rpm e, em sexta marcha na autoestrada, ele roda tranquilamente com o conta-giros logo abaixo de 2,000rpm. É um avanço consistente.
Claro, com 9.9 segundos no 0 a 62 milhas por hora (aprox. 0 a 100km/h), não é um carro que vai impressionar em arrancadas - mas o Meriva nunca foi pensado como “foguete”.
Alguma crítica?
Apenas uma. Apesar do salto em suavidade, o Meriva ainda não chega ao nível dos melhores dieséis recentes: surge uma ressonância estranha quando o ponteiro passa por 1,500rpm. Não chega a ser ensurdecedora, mas dá para sentir o som reverberar pela cabine.
Tecnologia e conectividade: Intellilink
Tem alguma tecnologia nova?
Tem, sim. O Meriva recebe o novo sistema Intellilink da Vauxhall, feito para integrar o seu smartphone ao carro. A proposta vai além do Bluetooth básico: a ideia é fazer o carro “puxar” os seus apps do telemóvel e usar a tela e o reconhecimento de voz para comandar tudo. Ele até permite ditar mensagens de texto. Não é uma novidade absoluta no mercado, mas é um bom pacote para um carro familiar sem pretensões.
Espaço, portas e veredito (Meriva vs Ford B-Max)
Mudou mais alguma coisa?
Na prática, não muito - e, sinceramente, também não havia grande necessidade. O Meriva foi pioneiro, neste segmento, ao apostar em portas traseiras diferentes: elas abrem ao contrário, o que facilita bastante o acesso. Por isso, gastar uma fortuna para “corrigir” algo que já funciona bem não faria sentido.
Os bancos continuam versáteis e dobram com facilidade, o porta-malas tem um tamanho honesto e há muitos espaços porta-objetos. Em um carro de família, o que mais se pede?
Então devo comprar?
Mais ou menos. Considerando só o próprio produto, ele é um carrinho competente. Não é empolgante, mas cumpre exatamente a missão para a qual foi desenhado - levar crianças de um lado a outro.
O problema é o contexto. Desde que o Meriva surgiu, a Ford lançou o B-Max. E, embora ele talvez não seja tão atraente quanto o Meriva, dirige melhor e oferece portas traseiras igualmente inteligentes. Esta atualização aproxima o Meriva, mas a nossa escolha ainda seria o Ford - por pouco.
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