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BYD Dolphin G DM-i estreia a DM-i 5.0 no segmento B

Carro elétrico azul metálico Dolphin G em showroom moderno com piso reflexivo e carregadores ao fundo.

O BYD Dolphin G DM-i é a nova investida da marca chinesa no segmento B. A proposta combina uma autonomia elétrica acima de 100 quilômetros com o suporte do motor a gasolina para superar a marca de mil quilômetros de alcance total. Apresentado recentemente na Maia, o modelo inaugura a tecnologia DM-i 5.0 e mira motoristas que ainda não querem migrar para um carro 100% elétrico. Com essa chegada, a BYD passa a ter cinco automóveis com tecnologia DM-i disponíveis em Portugal.

Desenvolvido como o primeiro modelo da BYD pensado especificamente para o mercado europeu, o Dolphin G DM-i reforça a presença da fabricante em um dos segmentos mais relevantes do setor automotivo. Por fora, mantém dimensões compactas; por dentro, foi concebido para uso familiar. São 4,16 metros de comprimento, 2,61 metros de entre-eixos e um porta-malas que varia de 425 a 1.225 litros.

Francisco Silva, diretor de Produto e Planejamento da BYD Portugal, enquadra o Dolphin G DM-i como um movimento-chave dentro do plano da marca. "Não estamos a lançar mais um modelo no mercado. Estamos a lançar um BYD e um produto diferenciador", afirmou. O executivo também sustentou que o foco em híbridos plug-in acompanha a transformação do mercado português. "É difícil uma marca ser relevante em Portugal se não tiver uma oferta híbrida", acrescentou, lembrando que quase metade dos automóveis leves vendidos no país já conta com algum tipo de eletrificação.

Privilegia a condução elétrica

Para isso, o Dolphin G DM-i adota a evolução mais recente da tecnologia Super Híbrida DM-i 5.0, desenhada para priorizar o uso do conjunto elétrico.

"O principal objetivo desta tecnologia é maximizar a condução em modo elétrico, mesmo tratando-se de um veículo híbrido", explicou César Ribeiro, responsável da área de pós-venda da BYD Portugal.

Diferentemente de diversos híbridos plug-in, a arquitetura DM-i foi projetada para manter o carro rodando em modo elétrico pelo maior tempo possível. Nessa lógica, o motor 1,5 litro a gasolina atua principalmente como gerador, ajudando a sustentar o nível de carga da bateria, além de colaborar com a tração quando a situação de condução pede.

O trem de força reúne um motor elétrico de 163 cv (120 kW) e 210 Nm e um motor a gasolina de 1,5 litro, resultando em 212 cv de potência combinada. O 0 a 100 km/h é cumprido em 8,3 segundos. Já a bateria Blade, de 18,3 kWh, assegura até 105 quilômetros de rodagem em modo exclusivamente elétrico (WLTP), enquanto a autonomia total anunciada chega a 1.040 quilômetros.

De acordo com a BYD, com a bateria totalmente carregada o consumo homologado é de apenas 1,4 litro a cada 100 quilômetros, as emissões ficam em 32 g/km de CO₂ e a eficiência térmica do motor a combustão alcança 43%, uma das mais altas nessa categoria de motorização.

César Ribeiro afirma ainda que o sistema híbrido EHS atinge 92% de eficiência, resultado de evoluções na transmissão, no motor elétrico e na gestão térmica da bateria.

Tecnologia e espaço

No interior, os destaques ficam por conta do painel de instrumentos digital de 8,8 polegadas e da tela central giratória de 12,8 polegadas. A configuração Comfort acrescenta head-up display, teto panorâmico com cortina elétrica, integração de serviços Google, ajuste elétrico do banco do motorista e câmera 360 graus.

A versão Boost, por sua vez, oferece a função Vehicle-to-Load (V2L), que permite usar a bateria para alimentar dispositivos elétricos externos, como notebooks, iluminação ou pequenos eletrodomésticos.

Na lista de assistências ao motorista, estão cruise control adaptativo, monitoramento de ponto cego, reconhecimento de placas de trânsito, frenagem automática de emergência, alerta de tráfego cruzado e assistente de permanência em faixa.

Quanto ao carregamento, a bateria aceita corrente alternada de até 6,6 kW e corrente contínua de até 39 kW, com recarga de 10% a 80% em cerca de 26 minutos.

Garantia

A cobertura é de seis anos ou 150 mil quilômetros para o veículo. Para a bateria Blade, a garantia é de oito anos ou 250 mil quilômetros, enquanto o sistema de tração elétrica conta com oito anos ou 150 mil quilômetros.

Ofertado nas versões Boost e Comfort, o híbrido plug-in tem preços de 29.990 e 31.990 euros, respectivamente. Em julho, a BYD também promove uma campanha voltada a empresas e empresários em nome individual, reduzindo o valor da versão Boost para 24.385 euros (+ IVA) e incluindo dois anos ou 30 mil quilômetros de manutenção.

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