+ ADICIONAR ZONA MILITAR NO GOOGLE
Por que nos adicionar? Receba as últimas notícias da Zona Militar no seu feed do Google.
Participe do nosso canal oficial no WhatsApp e receba as notícias em tempo real.
F-16 Fighting Falcon ucraniano derruba aeronave russa
Durante a mais recente sessão do Comitê de Apropriações do Senado, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, general John D. Caine, confirmou que um caça F-16 Fighting Falcon da Força Aérea Ucraniana abateu, pela primeira vez, uma aeronave de combate russa. As autoridades ucranianas já haviam divulgado a vitória do Fighting Falcon em 8 de julho.
👉 Leia também: A SIMA se prepara para lançar ao mar o primeiro navio BALOG construído em parceria com a HD HHI para a Marinha de Guerra do Peru
A confirmação do abate ucraniano ocorreu durante a sessão legislativa na qual a administração Trump pediu uma ampliação orçamentária de US$ 88 bilhões. Os recursos seriam destinados à guerra com o Irã e à assistência agrícola.
📌 Você pode se interessar por:
- Ucrânia e Polônia avançam nas negociações para acertar a transferência de quatro caças MiG-29 Fulcrum
- Exército Brasileiro planeja investir R$ 300 milhões para recompor os estoques de foguetes de seus sistemas ASTROS
Foi em uma troca de perguntas com o senador Dick Rubin que o general John D. Caine citou o recente abate de um avião de combate russo por um F-16 Fighting Falcon ucraniano. O chefe do Estado-Maior Conjunto também ressaltou o progresso da base industrial da Ucrânia no desenvolvimento de sistemas ar-ar e superfície-ar, resultados obtidos com a assistência e o apoio de diversos aliados.
Embora o general Caine não tenha identificado a aeronave, o caça abatido pelo F-16 teria sido um caça-bombardeiro Su-35, de acordo com informações divulgadas anteriormente pelas Forças Armadas da Ucrânia. Algumas versões apontaram que essa primeira vitória foi alcançada em uma emboscada complexa, envolvendo vários caças F-16 e um sistema de defesa antiaérea Patriot, mas isso não recebeu confirmação oficial.
Uma disputa desigual
Apesar de os F-16 ucranianos serem da variante MLU, uma versão que passou por diversas atualizações ao longo dos anos, parte de seus sistemas permanece inferior àqueles empregados por aeronaves de combate como o Su-35 das Forças Aeroespaciais da Rússia.
O armamento também representa uma desvantagem para os F-16 ucranianos, pois eles não estariam empregando as versões mais modernas e capazes do míssil ar-ar de médio/longo alcance AIM-120 AMRAAM. Diante dessas limitações, a Força Aérea Ucraniana precisa encontrar meios de contornar essas restrições tecnológicas, uma capacidade que já demonstrou em inúmeras ocasiões.
No futuro, a Força Aérea Ucraniana poderá enfrentar a aviação de combate russa com maior solidez quando começar a incorporar os JAS-39 Gripen. Entre as várias capacidades oferecidas pelo caça sueco está o míssil de longo alcance Meteor, que permitirá reduzir consideravelmente as desvantagens diante dos mísseis russos.
Fundos de assistência militar para a Ucrânia pendentes até 2029
A disponibilidade dos recursos de assistência militar destinados à Ucrânia foi um dos temas debatidos entre o senador Rubin e o general Caine, discussão que levou à confirmação do primeiro abate realizado por um F-16 ucraniano.
A preocupação do legislador estava relacionada às consequências de uma demora na liberação de cerca de US$ 400 milhões em assistência militar para Kyiv. Segundo ele, grande parte desses recursos só estará disponível em 2029. Ele também destacou a necessidade urgente da Ucrânia por sistemas de defesa antiaérea.
O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos não detalhou esses aspectos, afirmando que se trata de uma decisão política que ultrapassa o âmbito militar. Ainda assim, o general Caine enfatizou os avanços alcançados pela indústria de defesa ucraniana, especialmente para atender às necessidades de meios superfície-ar e ar-ar, além do nível de escalabilidade conquistado após tantos anos de conflito.
O senador Dick Rubin encerrou sua participação lamentando que a Ucrânia não consiga receber a assistência militar de que necessita, sobretudo em razão do aumento dos gastos provocado pela atual intervenção dos Estados Unidos no Oriente Médio e pelo conflito com o Irã.
Imagem de capa ilustrativa
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário