A Skoda já tinha revelado dimensões, motorizações e várias soluções tecnológicas do Skoda Fabia. Agora, a marca tcheca finalmente apresentou por completo a quarta geração do seu hatch compacto.
Nesta nova fase, o Fabia deixou a antiga plataforma PQ26 e passou a usar a mais recente MQB A0 - a mesma base empregada no Skoda Kamiq e também nos “primos” Audi A1, SEAT Ibiza e Volkswagen Polo.
A mudança de arquitetura se refletiu em um crescimento quase geral: o Fabia aumentou em todas as medidas, com exceção da altura. Assim, o hatch tcheco tem 4107 mm de comprimento (+110 mm em relação ao antecessor), 1780 mm de largura (+48 mm), 1460 mm de altura (-7 mm) e entre-eixos de 2564 mm (+94 mm).
Foco na aerodinâmica
O novo Skoda Fabia acompanha a linguagem visual mais recente da marca tcheca e mantém o “ar de família” tanto na dianteira (com faróis de LED de série) quanto na traseira. As principais novidades ficam por conta da retirada do logotipo (o nome da marca passa a aparecer por extenso) e das lanternas, que deixam clara a inspiração nas do Octavia.
Mesmo sem uma ruptura drástica em relação ao modelo anterior, o novo Fabia evoluiu bastante no capítulo aerodinâmico. O coeficiente (Cx) caiu para 0,28 - antes era 0,32 -, número que a Skoda diz ser uma referência no segmento.
Esse resultado veio do uso de uma grade dianteira ativa, que se fecha quando não é necessária e permite economizar 0,2 l/100 km ou 5 g/km de CO2 ao rodar a 120 km/h; de um novo aerofólio traseiro; de rodas com desenho mais aerodinâmico; e de retrovisores com formato otimizado para “cortar o vento” com mais eficiência.
Modernizar foi a ordem
Se por fora a receita foi “evoluir sem revolucionar”, por dentro a Skoda seguiu o caminho inverso: o novo Fabia adotou um interior alinhado ao das propostas mais recentes da marca.
Além do novo volante da Skoda, a tela do sistema de infoentretenimento fica em posição elevada no painel, com 6,8” (podendo chegar a 9,2” como opcional). Há ainda um quadro de instrumentos digital de 10,25” na lista de opcionais, enquanto os comandos físicos começam a ceder espaço para controles táteis.
Somando-se a isso, o interior - que agora é mais espaçoso - estreia no modelo do segmento B da Skoda o sistema Climatronic de duas zonas.
E os motores?
A linha de motores do novo Skoda Fabia já havia sido anunciada anteriormente pela marca tcheca, e o principal destaque é a saída de cena das opções a diesel, presentes no hatch desde a estreia da primeira geração, em 1999.
Na entrada da gama, há um 1,0 litro aspirado de três cilindros com 65 cv ou 80 cv, sempre com 95 Nm e sempre combinado a um câmbio manual de cinco marchas.
Acima dele aparece o 1,0 TSI, também de três cilindros, porém turbo, entregando 95 cv e 175 Nm ou 110 cv e 200 Nm.
Na configuração de 95 cv, ele vem com câmbio manual de cinco marchas; já a versão de 110 cv é ligada a um câmbio manual de seis marchas ou, como opcional, à transmissão DSG (automática de dupla embreagem) de sete marchas.
No topo da gama está o 1,5 TSI, o único quatro-cilindros disponível no novo Fabia. Com 150 cv e 250 Nm, esse motor é oferecido exclusivamente com a transmissão automática DSG de sete marchas.
Tecnologia em alta
Como era esperado, o novo Fabia chega com um reforço importante de tecnologia, especialmente em assistentes de condução - e a adoção da plataforma MQB A0 deu uma “ajudinha” nesse avanço.
Com isso, o hatch da Skoda passa a contar pela primeira vez com os sistemas “Assistente de Viagem”, “Assistente de Estacionamento” e “Assistente de Manobra”. Na prática, isso inclui recursos como estacionamento automático, controle de cruzeiro preditivo, “Assistente de Congestionamento” e o “Assistente de Faixa”.
Sem uma versão esportiva prevista, há mais uma adição já confirmada para a gama do Skoda Fabia: a perua. A confirmação veio do CEO da marca, Thomas Schafer, mas a chegada deve ficar apenas para 2023, ao que tudo indica.
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