No fim de 2017, o Volkswagen T-Roc chegou às lojas como um SUV compacto baseado na plataforma MQB do Golf. Em Portugal, ele ganhou um peso especial por um motivo claro: era (e continua sendo) produzido na Autoeuropa, em Palmela, tornando-se um dos modelos mais relevantes para a indústria automotiva nacional.
De lá para cá, o T-Roc atingiu a marca de um milhão de unidades vendidas - 700 000 na Europa e pouco mais de 300 000 na China (onde existe uma versão feita localmente, com entre-eixos maior). Esses números colocam o Volkswagen T-Roc entre os SUV compactos de maior sucesso no mercado.
Para manter o T-Roc na sua «rota do sucesso», a marca alemã atualizou o SUV “Made in Portugal”. Por fora, as alterações foram discretas; já por dentro, a Volkswagen concentrou a maior parte das novidades e mudou bastante o ambiente da cabine.
Interior totalmente novo
Nesta renovação, o interior do SUV alemão passou por uma verdadeira transformação - tanto no desenho do painel quanto nos acabamentos, agora com materiais de padrão superior.
Até aqui, a região central do painel era orientada ao motorista e a tela do sistema de infoentretenimento ficava integrada ao conjunto. Agora, essa tela deixou de ser embutida e passou a ficar mais alta e “solta”, em posição destacada.
Com isso, o display (que segue voltado ao motorista) fica mais perto da linha direta de visão, reduzindo a necessidade de tirar os olhos da estrada ao consultar informações ou tocar para acionar funções.
O volante também foi substituído e os comandos do ar-condicionado passaram a ser parcialmente digitais, com cursores táteis. Ainda assim, alguns botões físicos foram mantidos - uma combinação que tende a ser mais equilibrada e fácil de usar.
Há outras mudanças importantes além do visual. O T-Roc passa a oferecer uma parte superior do painel com material macio ao toque e agradável de manusear. Além de elevar a sensação de qualidade, essa solução normalmente lida melhor com o passar do tempo e com o aumento da quilometragem.
Nos materiais, também existem novos revestimentos nos painéis de porta e nos bancos: tecidos de melhor qualidade, imitação de couro (nas versões Style e R-Line) e até a opção de uma faixa central dos assentos em tecido aveludado.
Instrumentação sempre digital
Outro avanço evidente é a instrumentação digital, que passa a ser item de série - seja com a tela opcional de 10,25” ou com a de 8” oferecida de fábrica. Já a tela central do infoentretenimento pode ser de 6,5”, 8” ou 9,2”, e inclui o sistema Discover Pro, que aproveita ao máximo o novo sistema operacional MIB3 presente nos modelos mais recentes da marca.
Com esse conjunto, o T-Roc pode ficar permanentemente online, traz comandos de voz avançados e permite a integração sem fio dos já «obrigatórios» Apple CarPlay e Android Auto.
Mais tecnologia e melhor luz
As novidades também aparecem na iluminação: os faróis em LED passam a ser de série, e as luzes de condução diurna ficam integradas aos conjuntos principais. Ainda assim, é na versão topo de linha, a Style, que se concentram elementos exclusivos de design e tecnologia.
Um exemplo é o IQ. Light: uma matriz de 23 LED em cada módulo do farol principal, capaz de ativar diferentes funções de iluminação, incluindo recursos interativos, com projeções na estrada.
Assim como no novo Polo, existe uma faixa iluminada transversal no centro da grade dianteira. Na traseira, foi aplicada uma nova superfície escurecida, de série em todas as versões. Com o IQ. Light, os faróis recebem um desenho próprio, com novos grafismos e funções de iluminação dinâmica.
A evolução alcança ainda os sistemas de assistência ao motorista, com a adoção, por exemplo, do Travel Assist. Até 210 km/h, ele pode assumir direção, frenagem e aceleração quando esse for o «desejo» do condutor (que, mesmo assim, deve manter as mãos no volante e pode sobrepor seus movimentos aos do sistema a qualquer momento).
Por fim, a tampa traseira pode contar com acionamento elétrico, incluindo função de abertura e fechamento por movimento do pé na área abaixo do para-choque traseiro.
Motores mantêm-se
Na gama de motores, não há mudanças (nem indícios de eletrificação). É possível escolher entre quatro opções a gasolina e duas Diesel, combinadas com câmbio manual de seis marchas ou automático DSG (dupla embreagem) de sete marchas.
Do lado a gasolina, há um três cilindros 1.0 TSI com 110 cv, um 1.5 TSI de quatro cilindros com 150 cv, um 2.0 TSI de 190 cv e, claro, o conjunto exclusivo do T-Roc R: um 2.0 TSI de quatro cilindros com 300 cv.
Entre os Diesel, a oferta se baseia no 2.0 TDI com 115 ou 150 cv. No caso do 150 cv, ele pode equipar uma versão com tração integral (a única com suspensão traseira independente, e não por eixo de torção como nas demais).
O T-Roc Cabrio (que não é fabricado em Palmela, mas sim na Karmann em Osnabruck) já teve 30 000 unidades vendidas desde o lançamento, no começo de 2020. Ele só pode usar motores a gasolina (1.0 TSI e 1.5 TSI) e mantém um entre-eixos alongado em 4 cm, para ampliar o espaço disponível para os ocupantes do banco traseiro.
Quando chega e quanto custa?
Com chegada prevista para o fim de fevereiro de 2022, os preços finais em Portugal ainda não foram divulgados. Mesmo assim, a expectativa é de um aumento na ordem de 500 euros na versão de entrada - ou seja, cerca de 28 500 euros para o T-Roc 1.0 TSI e 34 200 para o Cabrio com o mesmo motor.
Quanto à organização da linha, ela passa a ser a seguinte: T-Roc (base), Life, Style e R-Line. As duas últimas ficam no mesmo patamar e se diferenciam principalmente pela proposta: a primeira mais elegante, a segunda com perfil mais esportivo.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário