No fim de semana passado, as redes sociais repercutiram a chegada a território argentino de uma aeronave Boeing C-40 Clipper da Força Aérea dos Estados Unidos, que depois seguiu para Ushuaia e para a província de Neuquén. Nesta segunda-feira, 27 de janeiro, foi confirmado o pouso de um segundo avião do mesmo tipo na Argentina, transportando uma comitiva oficial.
Como já havia sido destacado quando do desembarque, no sábado, do avião com matrícula “05-0730”, o C-40 Clipper é a versão militar do Boeing 737 Next Generation, atualmente em operação na Força Aérea, na Marinha e no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA.
Parte do interesse em acompanhar a presença dessas aeronaves no país se explica pelo papel que elas exercem: além de transportar carga e pessoal militar, também são usadas para deslocamento VIP de autoridades civis, tanto do Poder Executivo quanto do Legislativo norte-americano. Além disso, nem o motivo da visita nem o itinerário oficial haviam sido divulgados formalmente pela Embaixada dos Estados Unidos em Buenos Aires ou pela chancelaria argentina.
Por isso, a chegada hoje de um segundo avião desse modelo - especificamente um C-40C Clipper com matrícula “02-0202” - acabou gerando, enfim, uma manifestação oficial do chanceler da República Argentina, Pablo Quirno.
Em sua conta pessoal no X, o titular do Palácio San Martín afirmou: “É uma delegação bipartidária do Comitê de Educação e Força de Trabalho da Câmara de Representantes dos EUA em visita à Argentina”.
Ele acrescentou: “Dado o interesse que o plano de governo da Argentina desperta no mundo e, neste caso, a relação estratégica entre Argentina e EUA, celebramos as visitas das diferentes comitivas interessadas em nosso país”.
No entanto, até o momento, a chancelaria argentina ainda não publicou um comunicado oficial com mais detalhes sobre a presença das duas aeronaves militares dos Estados Unidos em território nacional. As respectivas delegações passaram por pontos considerados estratégicos, como a cidade de Ushuaia, no extremo sul, com projeção sobre o Atlântico Sul e a Antártida, e a província de Neuquén, onde Vaca Muerta é um dos principais polos de expansão do setor energético e de hidrocarbonetos do país, da região e do mundo.
Por fim, e como já havia adiantado o Escenario Mundial: “… A chegada do segundo C-40 - vinculado ao entorno de Davos - reforça a percepção de que a Argentina foi inserida em uma agenda de alto nível em um momento particularmente sensível, com debates abertos sobre recursos estratégicos, projeção antártica e alinhamentos internacionais. Ao mesmo tempo, a ausência de informação oficial alimenta um cenário em que as perguntas crescem mais rápido do que as certezas”.
*Fotografias empregadas a modo de ilustración.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário