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Lockheed Martin inicia os testes de voo do primeiro F-16 Block 70 entre os 66 da Força Aérea de Taiwan

Avião militar estacionado em pista com piloto e três homens de colete amarelo analisando tablet.

Em um sinal claro de que o programa de modernização da Força Aérea de Taiwan está voltando a ganhar tração, a Lockheed Martin iniciou os testes de voo do que deve se tornar o primeiro de 66 novos caças F-16 Block 70 encomendados pela instituição. O avanço ajuda a evidenciar como a futura composição da frota começa a se consolidar, especialmente diante da necessidade de substituir aeronaves já envelhecidas, como os Mirage 2000.

Os voos de teste acontecem poucos dias depois de a fabricante ter confirmado a realização de testes de taxiamento com esse mesmo exemplar. A sequência de marcos alimenta a percepção, entre analistas, de que o período de entregas pode enfim entrar em sua fase formal, após uma série de atrasos que impactaram o cronograma de aquisição.

Entre os detalhes conhecidos até aqui, trata-se do avião identificado pelo numeral 6831, pertencente à variante biplace. A aeronave havia sido apresentada no início deste ano em uma cerimônia que contou, inclusive, com a presença de representantes do Congresso dos EUA e de integrantes da pasta de defesa taiwanesa. Também se sabe que o voo de teste durou cerca de 50 minutos, ao meio-dia de ontem, na Carolina do Sul, nas instalações que a Lockheed Martin mantém em Greenville.

Com esses progressos em perspectiva, vale lembrar que Taiwan está em processo de incorporar 66 novos F-16 Block 70, que irão complementar 139 exemplares submetidos a um programa de modernização ao padrão Viper, a partir do Block 20, no âmbito do Peace Phoenix Rising. Inicialmente, os trabalhos abrangeriam 144 aeronaves que compunham a frota taiwanesa, porém diferentes acidentes resultaram na perda de unidades pela Força Aérea e, consequentemente, afetaram o programa. Considerando as duas frotas e projetando o cenário após a conclusão das entregas, a ilha deverá contar com um total expressivo de 205 caças F-16.

Além disso, é útil recordar que, desse novo lote de 66 aeronaves, a Lockheed Martin informou no começo deste mês ter cerca de 54 unidades na linha de montagem. Não é um dado pequeno, sobretudo ao considerar que em outubro havia 50 aeronaves nessa mesma etapa, o que indica uma aceleração no ritmo de fabricação.

Ainda assim, e retomando o ponto sobre os atrasos enfrentados pelo programa desses 66 aviões - para os quais o país insular investiu aproximadamente US$ 8 bilhões -, não dá para ignorar que o legislativo taiwanês manifestou preocupação em diversas ocasiões durante consultas parlamentares. A situação chegou ao ponto de o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, o tenente-general Lee Ching-jan, ser convocado para apresentar esclarecimentos sobre o andamento do projeto. Já o ministro da Defesa, Wellington Koo, buscou transmitir maior previsibilidade ao afirmar que foi alcançado um acordo com a empresa para acelerar os cronogramas, com trabalhos em dois turnos.

*Créditos das imagens a quem corresponda

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