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Tesla Model Y lidera as vendas na Europa em setembro

Carro elétrico branco Tesla Model Y exibido em showroom moderno com grandes janelas de vidro.

O Tesla Model Y ainda não virou o carro mais vendido do planeta, como Elon Musk projeta, mas o SUV da marca norte-americana já alcançou um marco inédito: em setembro passado, foi o veículo com mais emplacamentos no mercado europeu.

Ao todo, o Model Y somou 29 367 unidades vendidas em setembro, o que representa um salto de 227% na comparação com o mesmo mês de 2021. Para esse resultado, a fabricação europeia do modelo em Berlim-Brandenburg teve papel determinante.

Mesmo antes de chegar ao topo na Europa, o Model Y também apareceu como o carro mais vendido na Áustria, Suíça, Letônia… e na Alemanha - um recado direto ao «império» Volkswagen.

Tesla Model Y e a liderança em mercados-chave

O avanço do Model Y em países relevantes, especialmente na Alemanha, reforça como o volume local ganhou tração com a produção em Berlim-Brandenburg. Esse movimento ajudou a sustentar o desempenho do modelo no mês em que ele assumiu a liderança no continente.

Os campeões de vendas

Entre os 10 modelos mais vendidos na Europa em setembro, o Tesla Model Y foi a única opção 100% elétrica. Na escalada até o primeiro lugar, o SUV da Tesla superou nomes tradicionais e de grande volume, como Volkswagen Golf e T-Roc, Peugeot 208 e Nissan Qashqai.

  1. Tesla Model Y - 29 367 unidades (+227% em relação a setembro de 2021);
  2. Peugeot 208 - 19 601 unidades (+41%);
  3. Dacia Sandero - 17 773 unidades (-2%);
  4. Skoda Octavia - 17 733 unidades (+196%);
  5. Toyota Yaris - 16 275 unidades (+19%);
  6. Volkswagen T-Roc - 16 048 unidades (+60%);
  7. Volkswagen Golf - 16 042 unidades (-8%);
  8. Renault Clio - 15 981 unidades (-13%);
  9. Nissan Qashqai - 15 852 unidades (+68%);
  10. Fiat 500 - 15 669 unidades (-4%).

Destaques fora do Top 10

Fora desse Top 10, alguns pontos chamam atenção quando se destrincham as vendas por modelo no mercado europeu no mês de setembro.

Um exemplo: o novo Renault Mégane E-Tech Electric registrou mais vendas do que o Volkswagen ID.3. Em outra comparação curiosa, o BMW i4 elétrico vendeu mais do que o «irmão» a combustão Série 4 Gran Coupé.

Também vale destacar a estreia do Mazda CX-60 no mercado europeu: de cara, o modelo passou a ser não apenas o terceiro Mazda mais vendido na Europa, como também o sexto híbrido recarregável mais vendido.

O panorama geral

Em setembro, o mercado europeu confirmou a sequência de recuperação observada nos dois meses anteriores. No total, foram comercializados 1 038 481 automóveis novos, um aumento de 7,5% em relação a setembro de 2021.

Apesar disso, quando se olha para o acumulado dos primeiros nove meses de 2022, o mercado automotivo europeu segue no «vermelho», com retração de 9,7% frente a 2021.

De janeiro a setembro de 2022, foram vendidos 8 271 115 automóveis - quase 900 mil unidades abaixo das 9 162 177 registradas no mesmo período do ano passado. Como referência, no mesmo intervalo de 2019, o último ano «normal» antes da pandemia, o «velho continente» havia emplacado 12 115 927 automóveis.

A tabela a seguir reúne as 10 marcas mais vendidas na Europa no acumulado de janeiro a setembro de 2022. Embora a Ford tenha sido a 10.ª marca mais vendida em setembro, com 54 783 unidades vendidas (+31,5% que em setembro de 2021), no acumulado do ano os 382 171 automóveis comercializados a deixam «à porta» desse ranking, relativamente perto da Hyundai.

Marca Setembro 2022 (variação homóloga) Janeiro-setembro 2022 (variação homóloga)
Volkswagen 107 297 (+17,8%) 862 342 (-16,9%)
Toyota 68 977 (+15%) 568 016 (+1%)
Peugeot 53 536 (+9,4%) 474 302 (-15,1%)
BMW 54 769 (-4,7%) 467 614 (-4,1%)
Mercedes-Benz 57 535 (+34,8%) 463 337 (-4,1%)
Audi 53 484 (+26,8%) 440 626 (-8,4%)
Kia 53 153 (-5,2%) 425 882 (+9,8%)
Renault 53 164 (-9,5%) 415 481 (-17,9%)
Skoda 54 471 (+41%) 401 000 (-15,3%)
Hyundai 47 510 (-9,2%) 395 649 (+3,2%)

Como vem sendo comum desde a pandemia, interpretar a evolução de cada marca apenas pelos números é desafiador. As diferentes crises que atingem a indústria automotiva - da falta de semicondutores aos entraves logísticos provocados pelo fechamento de portos chineses por causa da pandemia, passando pela guerra na Ucrânia - têm pesado de forma decisiva no desempenho (possível) de várias fabricantes.

Ainda assim, alguns fatos se destacam. O bom momento do Model Y, por exemplo, apareceu também no resultado da Tesla em setembro: as 41 611 unidades vendidas ficaram acima das marcas obtidas por Opel (36 441), Citroën (34 489) e Fiat (31 202).

Outro ponto relevante é a expansão das marcas chinesas na Europa. Em setembro, foram vendidas por volta de 20 mil unidades de modelos de marcas chinesas - incluindo a «britânica» MG, que liderou esse grupo com 13 924 unidades. Esse total de 20 mil representa um crescimento de 91% em relação a 2021 e corresponde a uma participação de mercado de 1,9%.

Fontes: ACEA, JATO Dynamics, carindustryanalysis

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