BYD volta a passar a Tesla em Portugal nas vendas de elétricos em outubro
A marca chinesa em destaque é a BYD, gigante que já havia alcançado, em escala global, o marco de ultrapassar a Tesla na comercialização de automóveis 100% elétricos.
Em outubro, o cenário se repetiu, desta vez em Portugal - um resultado expressivo para uma fabricante que está no país há cerca de dois anos.
Dados da ACAP: vendas, quota e desempenho da Tesla
De acordo com números da ACAP (Associação Automóvel de Portugal), a BYD emplacou 459 elétricos no mês passado, assegurando uma quota entre os elétricos de 9,94%. A Tesla, por sua vez, teve um outubro especialmente fraco - em contraste evidente com um setembro bastante positivo - ao registrar somente 144 unidades, o que corresponde a 2,9% do mercado.
Outras marcas também ficaram à frente da Tesla
A BYD, porém, não foi a única a superar a Tesla em outubro, considerando o volume muito baixo de vendas da fabricante norte-americana. BMW (403 unidades), Peugeot (364), Renault (346), Mercedes-Benz (319), Volvo (284), Opel (200), Volkswagen (192), Nissan (183), Ford (173), Kia (164) e Citroën (158) colocaram mais elétricos no mercado do que a Tesla.
BYD se destaca entre marcas chinesas e cresce no Top 10
Entre as marcas chinesas, a BYD também se diferencia. No mês passado, alcançou o 10.º lugar no ranking geral de vendas, com 536 unidades matriculadas - um avanço de 71,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, o maior crescimento dentro do Top 10.
Esse resultado reforça a trajetória de expansão da BYD no território nacional, impulsionada pelo bom desempenho de modelos como o Atto 3.
Mercado português em outubro e o momento da Tesla em 2025
No total, em outubro foram matriculados em Portugal 16 137 automóveis ligeiros de passageiros, crescimento de 5,5% na comparação anual. Desse volume, 4618 eram elétricos, representando uma quota de 28,6% do mercado.
Enquanto a BYD segue em ritmo de alta - em Portugal e também no exterior - a Tesla atravessa um 2025 difícil, com quedas de vendas de forma ampla em vários mercados ao redor do mundo, incluindo Portugal: desde o começo do ano, as vendas recuaram 21,4% frente ao período homólogo.
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