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Marinha do Chile lança ao mar o primeiro navio do Projeto Escotillón IV, o LPD-93 “Magallanes”

Navio de guerra Magallanes atracado em porto com trabalhadores em coletes e capacetes observando.

Nem todo “lançamento ao mar” é só um ritual de estaleiro: às vezes, ele marca uma virada de capacidade para um país inteiro. Foi esse o tom da cerimônia realizada hoje nas instalações da ASMAR, em Talcahuano, quando a Marinha do Chile colocou na água o LPD-93 “Magallanes”, primeiro navio do Projeto Escotillón IV.

Com a nova unidade, a Marinha chilena inaugura uma geração de navios multipropósito pensada para ampliar o apoio logístico, as operações anfíbias e a resposta humanitária - algo especialmente relevante em cenários de emergência e desastres. Ao mesmo tempo, o “Magallanes” reforça a aposta na construção naval nacional como ferramenta estratégica para o desenvolvimento do país.

O “Magallanes” é uma das iniciativas de maior peso dentro da Política Nacional Contínua de Construção Naval. Projetado como uma plataforma de uso amplo, o navio poderá transportar pessoal, veículos, carga e suprimentos, além de oferecer apoio em situações de emergência e realizar desdobramentos para o território antártico. Sua construção evidencia o esforço chileno para fortalecer capacidades industriais próprias e assegurar a continuidade de programas estratégicos para a Marinha.

O lançamento do primeiro navio multipropósito resulta de uma sequência de avanços consistentes observados nos últimos meses. No fim de 2025, a ASMAR informou que a construção da unidade havia atingido cerca de 90% de progresso estrutural, enquanto em janeiro de 2026 confirmou que a obra principal chegou a 99% de avanço. Em paralelo, o estaleiro manteve o desenvolvimento da segunda embarcação da classe, o LPD “Rapa Nui”, cujo corte da primeira chapa foi oficialmente realizado em agosto de 2025, garantindo a continuidade do programa.

Os navios previstos no Projeto Escotillón IV foram concebidos para cumprir um leque amplo de missões. Entre elas, destacam-se operações anfíbias, transporte de tropas e cargas, apoio logístico durante catástrofes, abastecimento de áreas isoladas e desdobramentos na Antártica. Essas capacidades permitirão à Marinha do Chile dispor de plataformas mais flexíveis e eficientes para responder tanto a demandas operacionais quanto a tarefas de apoio à comunidade. Além disso, o programa tornou-se um exemplo de um modelo de desenvolvimento baseado na articulação entre Estado, indústria e academia para impulsionar capacidades tecnológicas e produtivas nacionais.

A entrada na água do LPD-93 “Magallanes” também permitirá liberar a carreira de construção usada na sua fabricação, abrindo espaço para novas fases do Projeto Escotillón IV e favorecendo o avanço do futuro LPD “Rapa Nui”. Depois do lançamento ao mar, começam os trabalhos de integração de sistemas, seguidos pelos testes de mar e pelo processo que antecede sua incorporação ao serviço ativo, consolidando um programa considerado essencial tanto para a modernização da Marinha do Chile quanto para o futuro da indústria naval do país.

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