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Avaliação: Mitsubishi ASX

Carro SUV vermelho Mitsubishi New ASX estacionado em ambiente interno moderno com janela ampla.

Dá para chamar o Mitsubishi ASX de SUV, crossover, o que quiser - a própria Mitsubishi prefere o jargão “Active Sports X-over”. Na prática, ele nasce para encarar o Nissan Qashqai nesse mercado de crossovers que só cresce, com dimensões bem parecidas e preço um tiquinho abaixo do rival. E, como no Qashqai, existe opção com tração 4x4, embora a realidade seja que cerca de 80% dos compradores nem vão considerar isso e ficarão com a versão de tração dianteira.

Só que, mesmo parecendo do mesmo “porte” por fora, o ASX leva vantagem por dentro. A Mitsubishi colocou o carro exatamente no mesmo entre-eixos do Outlander (maior) e depois “encurtou” as extremidades. O resultado é uma cabine bem ampla e um porta-malas com 32 litros a mais do que o do Qashqai. E, apesar de ser mais estreito e só marginalmente mais leve que o Nissan, ele sofre menos com aquela sensação de balanço de carro alto. Isso fica bem evidente em lombadas, onde o ASX passa com uma postura mais baixa e “de carro”, em vez de aquele jeito mais solto e SUVzão.

As primeiras impressões, portanto, são boas - ainda mais considerando que a Mitsubishi tem fama de fazer carros grandes e parrudos. Um terço das vendas da marca é abocanhado pela picape L200, e uma parte considerável do restante vai para Shoguns e Outlanders. Mas, junto do iMiev totalmente elétrico e do pequeno (e atrevido) Colt, dá para ver que os próximos Mitsus estão com um pé mais urbano-chic do que lama e trilha.

Voltando ao ASX. Há dois motores: um 1,6 a gasolina com 115 bhp (cerca de 116 cv) e o 1,8 DiD com 147 bhp (aprox. 149 cv) que dirigimos aqui - o primeiro diesel a receber comando de válvulas variável. A consequência é uma taxa de compressão menor, o que deixa o motor menos “forçado” e permite marcha lenta a apenas 600 rpm.

Isso ajuda a equilibrar desempenho e eficiência. O diesel emite 145 g/km de CO2, um número que o coloca no meio da tabela de emissões da categoria. O Qashqai equivalente faz melhor, com 129 g/km, mas o ASX entrega um terço a mais de potência - um contraponto razoável para a emissão mais alta. E o desempenho é esperto, reforçando a sensação geral de dirigir algo bem resolvido.

O visual fica ao seu gosto, mas com essa frente “caça a jato” pinçada do Evo e outras linhas bem agressivas, ele chama atenção - bem mais afiado do que o Qashqai, que é meio sem forma. A Nissan deu uma arrumada no carro com um facelift, mas, para nós, o ASX continua com a aparência mais alinhada.

Então, sim, ele pode até parecer um “copiador”, mas é um bom copiador. O ASX é daqueles carros que não tentam reinventar a roda, só que fazem a maioria das coisas direito. A gente gostaria de uma cabine mais acolhedora - a Mitsubishi diz que os plásticos são soft-touch, mas para nós eles pareceram tão “macios” quanto fórmica. Ainda assim, o aproveitamento de espaço e o design mais descolado impressionam, e já são motivos suficientes para escolher um em vez de um Qashqai. Missão cumprida para a Mitsubishi? Parece que sim.

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