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Renault Espace full-híbrido: SUV de 7 lugares com 4,8 l/100 km e 1 100 km de autonomia

Carro SUV Renault Espace híbrido branco estacionado próximo a ponto de recarga elétrica em ambiente urbano.

A sexta geração do Renault Espace abandona de vez o figurino de minivan e assume a proposta de SUV. Mesmo ficando bem próximo do Austral, o Espace mantém sete lugares e ainda entrega uma agilidade de destaque. Outro ponto forte é o consumo, que segue sob controlo graças ao conjunto híbrido.

Na geração anterior, o Renault Espace já tinha quebrado várias tradições. Agora, nesta sexta iteração, a mudança é ainda mais radical: ele passa a ser, na prática, um SUV derivado do Austral. Com isso, herda os seus principais trunfos - comportamento ágil, multimédia eficiente e consumo bem baixo - e acrescenta dois assentos extras no porta-malas para chegar aos sete lugares. Em termos de personalidade própria, porém, fica devendo.

4,8 l/100 km e 1 100 km de autonomia: a aposta do novo Espace full-híbrido

Durante anos, era comum ver o Renault Espace com motores diesel fortes, ideais para viagens longas e férias em família. Na sexta geração, essa lógica é virada do avesso: pela primeira vez, o modelo dispensa completamente o diesel. E, onde antes havia uma oferta mecânica mais variada, o novo Espace passa a impor um motor híbrido de 1.2 l oferecido numa única versão. Uma decisão ousada?

A Renault, por outro lado, caprichou nos números para agradar até quem gostava de diesel. Com consumo de 4,8 l/100 km no ciclo WLTP, o Espace entra diretamente no território dos antigos motores a gasóleo. No uso urbano, pode ser ainda mais económico, com até 80 % do tempo a circular em modo elétrico. A marca do Losango também divulga 1 100 km de autonomia com um tanque cheio.

Um estilo copiado do Austral: por que a Renault sacrificou a originalidade do Espace

Os Espace de outras épocas chamavam atenção por um desenho inconfundível. Mesmo a geração passada ainda conseguia manter certa identidade com alguns detalhes característicos. Já a sexta geração passa a jogar no “padrão” ao se apoiar fortemente no Austral. É uma estratégia semelhante à da Peugeot, que alonga o 3008 para chegar ao 5008: mais simples, menos arriscado - e claramente menos original.

A frustração aumenta porque o Espace costumava ser um modelo com personalidade própria. Isso praticamente desaparece com uma dianteira quase igual à do Austral. É na traseira que surge a principal diferença, com a linha do teto esticada, resultando num visual mais vertical. As lanternas continuam as mesmas, enquanto a tampa do porta-malas recebe um redesenho discreto. Não é feio; apenas vira “mais um” SUV grande.

Android Automotive a bordo: a arma secreta da Renault para superar o infotenimento do 5008

Por dentro, o Espace também segue de perto o Austral. O resultado é um ambiente mais convencional e bem menos chamativo do que no 5008. Em compensação, a abordagem é mais sensata: o Espace não caiu na armadilha do “tudo no toque”, mantendo muitos comandos físicos - o que melhora a ergonomia. Embora o acabamento fique um pouco atrás do rival da Peugeot, os ecrãs têm melhor qualidade.

No dia a dia, o sistema baseado em Android Automotive é o diferencial que mais aparece. A fluidez, a rapidez e a qualidade dos gráficos são claramente superiores às do 5008. A organização dos menus também faz mais sentido, e há mais de 100 aplicações disponíveis para download, permitindo personalizar o sistema. O painel de instrumentos de 12,3 polegadas segue a mesma linha, com grande margem de configuração.

A 46 500 €, o Renault Espace é mais caro que o Peugeot 5008: isso faz sentido?

É verdade que ele não entrega os sete lugares de série como o 5008, que parte de 42 200 €. Em contrapartida, o Espace traz um conjunto full-híbrido de 200 ch. Diante dos 145 ch micro-híbridos da Peugeot, a diferença no uso real tende a ser grande, tanto em desempenho quanto em consumo. Já o Volkswagen Tayron começa mais acima, em 52 300 €, e mesmo assim oferece apenas um motor micro-híbrido de 150 ch.

No trânsito urbano, o Espace deve ser particularmente agradável pela suavidade, rodando em silêncio - enquanto o 5008 limita esse silêncio principalmente às arrancadas. O Tayron, pior ainda, não passa a funcionar em modo elétrico, independentemente do cenário de condução. No topo de linha, o Tayron abre mais vantagem no preço, custando 62 500 €, enquanto 5008 e Espace ficam, respetivamente, em 49 000 e 51 300 €. Em equipamentos, as propostas são relativamente próximas.

E você: para viagens em família, fica mais tentado pela sobriedade tecnológica deste Renault Espace de 200 ch ou prefere o estilo e o preço de entrada do Peugeot 5008? Deixe a sua opinião nos comentários!

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