A possível decisão do Governo do Rio de Janeiro de suspender a aquisição de um helicóptero Sikorsky UH-60 Black Hawk para a Polícia Militar do Estado (PMERJ) passou a gerar novos desdobramentos após denúncias relatarem eventuais irregularidades ligadas ao certame, ao valor contratado e à origem da aeronave apresentada.
Contrato para o Black Hawk da PMERJ e investimento previsto
O acordo foi assinado em janeiro de 2026, ainda durante a administração do ex-governador Cláudio Castro, e estabelecia um investimento de aproximadamente R$ 70,3 milhões para a compra de um Black Hawk com blindagem, destinado ao Grupamento Aeromóvel (GAM). A proposta previa o emprego do helicóptero em ações táticas, deslocamento de tropas e suporte aéreo em regiões consideradas de alto risco.
Revisão administrativa e suspeitas na licitação
Após uma reavaliação conduzida pela equipe do governador interino Ricardo Couto, o procedimento pode vir a ser interrompido por conta de suspeitas administrativas. Esses pontos não foram esclarecidos oficialmente e vêm sendo mencionados em informações divulgadas por imprensa não especializada, ainda sem detalhamento técnico.
Sikorsky UH-60 Black Hawk e o uso em operações urbanas
As suspeitas também motivaram uma nova verificação sobre a pertinência de empregar helicópteros militares pesados em cenários urbanos.
Reconhecido internacionalmente, o Black Hawk é uma das aeronaves militares mais conhecidas do mundo, fabricada pela Sikorsky, com mais de 5 mil unidades produzidas desde a década de 1970. No Brasil, o modelo é operado pela Força Aérea e pelo Exército, com utilização em transporte tático, operações especiais, evacuação aeromédica e apoio logístico.
O governo do Rio informou que, até o momento, nenhum pagamento foi efetuado, embora etapas do cronograma - como o treinamento de equipes nos EUA - já estivessem em andamento. Por enquanto, não há definição oficial sobre o destino da compra, que segue registrada como homologada no portal de compras do RJ.
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