Corta, corta… “Vai viajar para algum lugar legal nas férias?”
Audi faz questão de dizer que este é um carro desportivo de verdade. E, no geral, dá para concordar - ainda que este TT venha com um pedaço “retirado” lá em cima. Bonito ele sempre foi, só que quase nunca recebeu grandes elogios pelo comportamento dinâmico. Pelo visual, sim; pela sensação a bordo, sem dúvida; mas raramente pelo jeito de conduzir. Nesta geração, porém, o discurso muda um pouco, mesmo na versão Roadster - no material de imprensa até aparece a promessa de “derrapagem controlada”.
Audi TT Roadster: mais seriedade além do estilo
Não chegamos a marcar um dia de pista por causa disso, mas fica claro que o TT ganhou mais consistência para acompanhar o apelo estético. E o Roadster reforça o impacto do desenho sem parecer cobrar um preço na experiência ao volante.
No nosso caso, o tempo não colaborou: choveu o tempo inteiro, num nível quase apocalíptico. Assim, tirando um teste rápido num túnel mais longo - com um toque no botão só para confirmar que estava tudo em ordem, e sem passar de 50 km/h (31 mph) - a capota ficou firmemente fechada.
Versões e motores do TT: TDI Ultra, TFSI e TTS
Quem gere frotas vai apontar primeiro para as emissões baixas e a carga tributária mais amigável do 2.0 TDI Ultra de 181bhp (184 cv). É uma escolha válida, ainda mais porque os seus 280lb ft (≈380 N·m) de binário igualam os do TTS, o topo a gasolina. Como esse diesel é de tração dianteira e apenas manual, ele pode exigir bastante de quem está ao volante - principalmente se a condução não estiver focada em economia.
Já o 2.0 TFSI a gasolina com 227bhp (230 cv) pode ser escolhido com tração dianteira ou integral. O TTS, com 306bhp (310 cv), vem exclusivamente com tração integral quattro.
No conjunto da gama, o ponto de equilíbrio é o 227bhp com quattro: sobra tração, há boa aderência e o rodar é convincente. Se a opção for pelo acabamento S line, vale considerar abrir mão da suspensão rebaixada em 10mm e ficar com o acerto padrão - a comodidade agradece.
“Derrapagem controlada”: quando acontece e o que isso revela
Desligue os controlos de estabilidade e de tração e, numa curva de montanha coberta de granizo, aparece um pouco daquele equilíbrio mais traseiro prometido.
A tal “derrapagem controlada” existe, mas em condições muito específicas - e, no piso seco, não é algo fácil de reproduzir. Sugerimos que nem tente. Ainda assim, o recado é importante: o TT foi afinado com critério, e isso se nota o tempo todo.
Direção, câmbio e interior com Audi virtual cockpit
A direção tem peso bem calibrado, embora falte sensibilidade real; por outro lado, é precisa e rápida. A tração é forte, e o câmbio S tronic troca de forma suave. Se preferir, o manual de seis marchas de série também agrada, com um acionamento mais mecânico.
E, claro, é um TT: isso significa um interior de encher os olhos e o Audi virtual cockpit, com instrumentos digitais de ar futurista - um “show” que o Roadster permite exibir ainda melhor. Desde que não esteja a chover, claro.
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