A chamada “ofensiva C3” segue em ritmo acelerado: o novo Citroën C3 Aircross passa a ser oferecido em Portugal com valores agressivos, abaixo de 20 mil euros na versão a combustão e abaixo de 30 mil euros na configuração elétrica.
Fomos até Paris para um primeiro contato com a nova geração deste B-SUV, agora maior em todas as medidas, com possibilidade de sete lugares e com novas opções de motorização eletrificada.
Nas dimensões, o SUV compacto francês cresceu para 4,39 m de comprimento, 1,79 m de largura e 1,66 m de altura - aumentos de 235 mm, 60 mm e 30 mm, respectivamente. O entre-eixos também foi ampliado em 60 mm, chegando a 2,67 m.
O ganho de tamanho é relevante e se reflete em um habitáculo mais espaçoso e em um porta-malas maior. Na versão de cinco lugares, a capacidade é de 460 l, podendo chegar a 1600 l com os bancos rebatidos.
Já na alternativa de sete lugares, parte do espaço extra acaba sendo ocupada pela terceira fileira (banco corrido com dois assentos e encostos rebatíveis em 50/50). Com ela em uso, o porta-malas cai para apenas 40 l; ao rebatê-la, o volume sobe para 330 l.
Além disso, a segunda fileira perde 65 mm de espaço para os joelhos, ficando equivalente ao do C3 menor.
Neste primeiro encontro ao vivo com o modelo, também ficou claro que entrar na terceira fileira não é dos processos mais simples, já que a segunda fileira não tem ajuste deslizante. É necessário rebater o encosto do assento da segunda fileira e girá-lo na direção da primeira.
Uma vez lá atrás, o espaço é realmente apertado, especialmente para as pernas. A terceira fileira faz mais sentido para crianças ou pessoas de menor estatura, sendo mais indicada para uso eventual ou deslocamentos curtos.
A Citroën cita o Dacia Duster como um dos rivais do novo C3 Aircross, embora o modelo romeno não ofereça sete lugares nem uma versão 100% elétrica. Dentro da Dacia, quem traz sete lugares é o Jogger - e com uma terceira fileira mais ampla e utilizável.
Eletrificação para todo mundo
A gama do novo C3 Aircross ficou mais variada e passou a incluir novas alternativas eletrificadas. Ainda assim, o ponto de entrada segue sendo o motor a gasolina 1.2 Turbo de 100 cv.
As mudanças começam com o mild-hybrid 48 V - ou Híbrida 136 -, que estreia no C3 Aircross. Essa opção combina o motor 1.2 Puretech, com 100 kW (136 cv), a um motor elétrico de 21 kW (28 cv) integrado à transmissão e-DCT (dupla embreagem) de seis marchas.
A principal novidade do novo C3 Aircross, porém, é a chegada de uma motorização 100% elétrica, disponível somente com cinco lugares - o que faz dele o primeiro SUV compacto da Citroën a trazer essa oferta.
O C3 Aircross 100% elétrico aproveita o conjunto mecânico do ë-C3: motor de 83 kW (113 cv) e bateria de 44 kWh (43,7 kWh úteis).
A autonomia declarada fica acima de 300 km (homologação pendente) e, para quem precisa de mais, a marca planeja para 2025 uma versão com mais de 400 km de alcance.
Para recarga em corrente alternada (AC), existem duas possibilidades: 7 kW e 11 kW. Para ir de 20% a 80% de carga, são necessários 4h10min na opção de 7 kW e cerca de 2h50min na de 11 kW. Em corrente contínua (DC), é possível recarregar a até 100 kW, reduzindo o tempo de 20% a 80% para 26 minutos.
Com cara de C3
No restante, as características do C3 Aircross vêm diretamente do C3 e do ë-C3 já conhecidos, com os quais divide a plataforma Smart Car, entre outros elementos.
Isso aparece desde o visual externo até o interior, com painel de linhas horizontais e uma tela sensível ao toque de 10,25’’.
Assim como nos demais C3, o Aircross 2024 é oferecido em dois níveis de acabamento: You e Max. O Max acrescenta pintura em dois tons, rodas de 17”, câmera de ré e ar-condicionado automático.
A partir de quanto?
As primeiras unidades do Citroën C3 Aircross chegam ao mercado apenas no fim do último trimestre na versão de cinco lugares e, no começo do próximo ano, na versão de sete lugares. Ainda assim, as encomendas começam já a partir desta sexta-feira, dia 21 de junho.
Os preços do SUV compacto da Citroën ficam então organizados da seguinte forma:
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