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Novo Jeep Cherokee híbrido: motor 1,6 turbo, 210 cv e mais de 800 km

Carro Jeep Cherokee híbrido verde estacionado em showroom moderno com carregador elétrico ao lado.

A Jeep divulgou em maio as primeiras imagens da nova geração do Cherokee, e o visual deixou claro que a marca manteve a receita: linhas robustas, retas e aquele ar bem “quadrado” que já virou assinatura.

Mesmo com boa parte das especificações técnicas ainda em aberto, já está confirmado que o SUV será construído sobre a maior plataforma da Stellantis - a STLA Large - e vai estrear um conjunto full hybrid inédito, diferente dos sistemas eletrificados que o grupo oferece hoje em vários modelos europeus.

Plataforma STLA Large e estreia do full hybrid no Jeep Cherokee

Na prática, o novo Cherokee vai seguir o caminho de soluções já vistas em Toyota e Renault - e que também devem aparecer na Volkswagen no futuro: um motor a combustão trabalhando em conjunto com um motor elétrico e uma bateria pequena.

Até pouco tempo, porém, ainda não estava claro qual seria o motor a combustão que serviria de base para esse sistema. Agora, essa dúvida foi resolvida.

O motor do Cherokee híbrido

Diferentemente do que se imaginava, o Cherokee híbrido não vai usar o 2.0 turbo do Wrangler, nem o 3,0 litros de seis cilindros em linha do Dodge Charger, que é maior e mais potente.

Em vez disso, o SUV norte-americano vai recorrer a um 1,6 litro turbo de quatro cilindros - um motor já bem conhecido por equipar sistemas híbridos plug-in de vários modelos da Peugeot, Opel e Citroën, entre outros.

Bateria, modo elétrico e gerenciamento automático

Como se trata de um híbrido convencional, a bateria de 1,08 kWh não chega ao tamanho das usadas nos híbridos plug-in. Ainda assim, ela supera, por exemplo, as baterias vistas no sistema mild-hybrid de modelos europeus (0,89 kWh).

Com isso, o Cherokee híbrido deve conseguir rodar por mais tempo em modo 100% elétrico e também manter velocidades mais altas nessa condição, enquanto o próprio sistema controla automaticamente a carga da bateria.

Somando tudo, o conjunto híbrido da próxima geração do SUV anuncia 210 cv e 312 Nm de torque - números bem acima dos 145 cv e 230 Nm das opções mild-hybrid. Em consumo, a Jeep fala em cerca de 6,4 l/100 km e em mais de 800 km de autonomia, embora esses dados sigam as normas norte-americanas.

Vem para a Europa?

Durante anos, o Jeep Cherokee foi vendido na Europa. Ainda assim, esta nova geração foi pensada principalmente para o mercado norte-americano, o que torna improvável a sua chegada ao “Velho Continente”.

Já a nova motorização híbrida que estreia no modelo pode ter outro destino. Como ela usa um motor amplamente conhecido e utilizado na Europa, existe a possibilidade de aparecer em diferentes modelos no mercado europeu.

Além disso, é um tipo de tecnologia de que a Stellantis ainda sente falta no portfólio - e cuja demanda só aumenta.

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