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Mercedes-Benz revela plano para ser 100% elétrica até o fim da década

Carro elétrico Mercedes-Benz EQS prata estacionado em ambiente interno com estação de carregamento.

A Mercedes-Benz apresentou nesta quinta-feira um plano ousado para se tornar 100% elétrica até o fim da década, “onde as condições de mercado o permitam”.

A iniciativa antecipa metas já divulgadas na estratégia “Ambition 2039”. Na prática, a fabricante confirma que, a partir de 2022, passará a disponibilizar pelo menos um veículo a bateria em todos os segmentos e que, a partir de 2025, todos os modelos da linha terão uma opção 100% elétrica.

Para 2025, a Mercedes-Benz também cravou outra decisão central: “de 2025 em diante, todas as plataformas lançadas serão apenas para elétricos”. Até lá, a marca prevê a estreia de três arquiteturas inéditas: MB.EA, AMG.EA e VAN.EA.

A base MB.EA será voltada a automóveis de passeio médios e grandes. Já a AMG.EA, como o nome indica, servirá de alicerce para os esportivos elétricos futuros de Affalterbach. Por fim, a plataforma VAN.EA ficará dedicada aos veículos comerciais leves.

Elétricos Mercedes-Benz para todos os gostos

Depois de colocar no mercado EQA, EQB, EQS e EQV ao longo de 2021, a Mercedes-Benz planeja lançar em 2022 o sedã EQE e os respectivos SUVs derivados de EQE e EQS.

Quando essa leva de novidades estiver completa - e considerando também o EQC - a marca de Estugarda terá oito carros totalmente elétricos disponíveis no segmento de automóveis de passeio.

Entre os destaques, aparecem ainda duas variantes planejadas para o EQS: uma opção mais esportiva, assinada pela AMG, e outra mais sofisticada, com o selo Maybach.

Paralelamente, as alternativas híbridas plug-in com maior autonomia em modo elétrico seguirão tendo peso relevante na estratégia. Um exemplo é o novo Mercedes-Benz C 300 e, que testamos recentemente.

Margens são para manter, apesar do maior investimento

“A mudança para os veículos elétricos está a ganhar velocidade, sobretudo no segmento de luxo, onde a Mercedes-Benz pertence. O ponto de inflexão está a aproximar-se e estaremos prontos à medida que os mercados mudarem para 100% elétricos no final desta década”, afirmou Ola Källenius, diretor executivo da Daimler e da Mercedes-Benz.

Para sustentar a transição, a Mercedes-Benz vai investir mais de 40 bilhões de euros no desenvolvimento de novos veículos elétricos e reafirmou que pretende preservar as margens definidas em 2020 - mesmo que aquelas metas tenham sido calculadas com base na “suposição de vender 25% de veículos híbridos e elétricos em 2025”.

Agora, a empresa alemã estima que, nesse mesmo ano, esses modelos deverão responder por cerca de 50% da participação.

Na tentativa de proteger a lucratividade na fase elétrica, a Mercedes-Benz pretende “aumentar a receita líquida” por unidade vendida, além de impulsionar a demanda por versões Maybach e AMG. A estratégia também inclui a ampliação das receitas com serviços digitais, cada vez mais presentes no posicionamento das montadoras.

Nesse cenário, a padronização de plataformas ganha papel decisivo, já que a uniformização deve ajudar a cortar custos de forma significativa.

Oito gigafábricas “a caminho”

Para dar suporte à mudança para a eletrificação em escala, a Mercedes-Benz anunciou a construção de oito novas gigafábricas ao redor do mundo (uma delas já é apontada para os EUA e quatro para a Europa). Juntas, essas unidades somarão capacidade de 200 GWh.

As baterias de próxima geração da Mercedes-Benz serão “altamente padronizadas e adequadas para serem usadas em mais de 90% dos carros e vans da Mercedes-Benz”. A meta, segundo a marca, é elevar a densidade para entregar “autonomias inéditas e tempos de carga mais curtos”.

Vision EQXX terá autonomia superior a 1000 km

O conceito Vision EQXX, que a Mercedes-Benz pretende revelar em 2022, funcionará como vitrine do que vem sendo desenvolvido e promete ser o elétrico mais eficiente - e também o de maior autonomia - já apresentado pela empresa.

Além de divulgar uma imagem teaser, a fabricante alemã confirmou que o modelo deve superar 1000 km de autonomia “no mundo real” e entregar, em rodovia, um rendimento acima de 9,65 km por cada kWh (isto é, consumo abaixo de 10 kWh/100 km).

O time responsável pelo Vision EQXX reúne “especialistas da divisão F1 High Performance Powertrain (HPP)” da Mercedes-Benz, e a empresa fez questão de frisar que o ganho de autonomia não veio simplesmente do uso de uma bateria com maior capacidade.

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