Companhias aéreas da Coreia do Sul suspenderam mais de 900 voos após a alta do preço do combustível, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio - e a maior parte dos cancelamentos recaiu sobre empresas de baixo custo.
Entre as low-cost, companhias como Jeju Air e Jin Air retiraram do planejamento 900 voos de ida e volta, incluindo diversas rotas para o Sudeste Asiático, segundo fontes do setor citadas pela agência local Yonhap.
A Asiana Airlines, segunda maior aérea do país, também eliminou 27 voos de ida e volta em seis rotas até julho, incluindo Phnom Penh e Istambul, informou a agência.
Já a Korean Air, principal companhia aérea sul-coreana, ainda não anunciou reduções na malha por enquanto. Apesar disso, desde abril opera sob um sistema de gestão de emergência e diz estar "acompanhando de perto" o cenário.
Voos cancelados podem aumentar
As mesmas fontes alertaram que o total de voos cortados ainda pode crescer, já que algumas empresas não concluíram seus calendários de junho.
O movimento ocorre depois que, no mês passado, companhias aéreas sul-coreanas comunicaram que elevariam, em maio, a sobretaxa de combustível ao teto do sistema, em razão do avanço do Platts Singapore Average (MOPS), índice de referência, conforme fontes do setor ouvidas pela agência sul-coreana.
A mudança do nível 18, aplicado em abril, para o nível 33, aplicado em maio, marcou o maior salto mensal desde a adoção do modelo atual, em 2016.
No período de 16 de março a 15 de abril, o MOPS teve média de 214,71 dólares por barril, superando em 2,5 vezes o valor registrado dois meses antes.
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