O grupo automotivo se manifestou após a reportagem publicada pela Manager Magazin, uma das principais revistas mensais de economia da Alemanha. De acordo com o veículo, a Volkswagen estaria planejando eliminar 100 000 postos de trabalho em sua força global e encerrar 4 unidades de produção em território alemão. No mesmo horizonte, os investimentos previstos para os próximos cinco anos também cairiam 15 %.
Cortes e fechamentos previstos na reestruturação do grupo Volkswagen
Isso representaria um novo patamar na reestruturação do grupo Volkswagen, que ainda não foi anunciada oficialmente pela empresa. Em 26 de junho de 2026, a Manager Magazin afirmou que a Volkswagen pretende suprimir 100 000 empregos no mundo (de um total de 657 000 funcionários) ao longo dos próximos anos - o dobro dos 50 000 cortes informados em março, em um plano de reestruturação voltado apenas à Alemanha. Os números vêm sendo revisados para cima: em fevereiro, falava-se em 35 000.
O alcance das reduções de orçamento seria ainda mais amplo, embora a maior parte das demissões devesse ocorrer na Alemanha - onde, segundo a revista, 4 sites de produção também seriam fechados. O novo desenho afetaria a própria arquitetura do grupo: a marca automotiva Volkswagen (de mesmo nome) e as fábricas de peças de reposição seriam desvinculadas da estrutura atual do grupo e integradas a entidades separadas. Na prática, seriam cisões em relação à holding.
Separação de negócios, riscos regionais e pressões de desempenho
Fora da estrutura do grupo, a Volkswagen poderia operar com um formato mais enxuto e orientado aos seus próprios resultados. Dependendo do cenário, o CEO do grupo, Oliver Blume, poderia buscar proteção contra desempenhos fracos - especialmente na China -, contra tarifas dos Estados Unidos ou diante de uma conjuntura europeia desanimadora. Vale lembrar que a Volkswagen também acumulou alguns reveses, como os problemas enfrentados com sua subsidiária de software, a Cariad.
Sobre as fábricas, a revista detalha que as unidades de Hanôver, Zwickau e Emden, além de uma planta da marca irmã Audi em Neckarsulm, estariam na lista. O encerramento ocorreria quando os modelos atualmente produzidos nessas linhas chegarem ao fim de seu ciclo. Em paralelo, o grupo alemão enxerga seu futuro na China, onde um centro de desenvolvimento já foi inaugurado em Hefei (província de Anhui, no leste do país). Para Oliver Blume, é necessário que o grupo seja “mais rápido e mais eficiente”.
Volkswagen não desmente a reportagem da Manager Magazin
Poucas horas após a publicação da revista, o grupo Volkswagen divulgou uma nota. O ponto central é que a empresa se recusou a confirmar ou a negar o conteúdo do relatório. A equipe de relações públicas manteve um tom cauteloso, lembrando que “o conselho de administração do grupo destacou repetidamente que nosso modelo de negócios atual já não atende a todas as marcas em sua forma atual”, acrescentando que tanto o grupo quanto a indústria automotiva passam por uma transformação.
Também consta no comunicado divulgado nesta manhã: “Os fatos relevantes serão examinados e aprovados pelas instâncias competentes. Não nos manifestaremos antes do término desse processo”.
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