Pular para o conteúdo
Defesa

Adrián Ravier anuncia o Plano ARMA para as Forças Armadas

Militares em uniforme camuflado discutem estratégias com maquetes de tanque e avião em mesa de reunião.
Neste artigo
  1. Aquisições para as Forças Armadas
  2. Plano ARMA cria fonte para equipamentos militares
  3. Adicional por formação para reter pessoal qualificado

Durante uma coletiva de imprensa na Casa Rosada, o porta-voz presidencial, Adrián Ravier, fez um balanço dos avanços na recuperação das capacidades das Forças Armadas e divulgou duas novas medidas. São elas o Plano ARMA, que destinará 10% da arrecadação com privatizações ao financiamento de equipamentos militares, e um adicional por formação para militares, com acréscimo de 10% para cursos tecnólogos, 15% para diplomas de graduação e 25% para pós-graduações.

Aquisições para as Forças Armadas

No campo dos equipamentos, o porta-voz detalhou as compras em andamento. Entre elas estão os 24 caças F-16 -dos quais os seis primeiros já foram entregues, enquanto os demais chegarão até 2028-, os 4 aviões de patrulha P-3C Orion, os 6 helicópteros Bell 407 GXi, “sistemas de artilharia autopropulsada”, radares desenvolvidos em parceria com a INVAP, os veículos blindados VCBR 8×8 Stryker, os fuzis israelenses IWI ARAD e os 400 veículos táticos Unimog.

Na mesma relação, Ravier afirmou ainda que o Governo avança na aquisição de “dois grupos de artilharia autopropulsada”, sem apresentar mais detalhes sobre a operação.

Plano ARMA cria fonte para equipamentos militares

O anúncio do Plano ARMA é a medida com maior impacto estrutural. Pela primeira vez, é definida uma fonte específica e automática de recursos para investimentos em equipamentos de defesa, desvinculada da disputa orçamentária anual.

A destinação de 10% das receitas obtidas com privatizações estabelece um mecanismo cujo desempenho dependerá do avanço do programa de venda de ativos estatais. Na prática, porém, a iniciativa cria um canal exclusivo de financiamento, reivindicado pelo setor há anos.

Adicional por formação para reter pessoal qualificado

Já o adicional por formação busca atender uma das questões mais sensíveis das Forças Armadas: a permanência de pessoal qualificado. A valorização salarial escalonada conforme o nível acadêmico alcançado -curso tecnólogo, graduação e pós-graduação- cria um estímulo direto à profissionalização dos quadros.

A medida ocorre em um cenário no qual a remuneração tem sido apontada repetidamente como um dos principais desafios da política de defesa.

Últimos artigos

Mariana Figueiredo Nascimento

Engenheira eletricista e especialista em transição energética, com atuação em projetos de geração solar e eólica, armazenamento e integração à rede no Brasil. No newenergybrasil.com, acompanha tendências, políticas públicas e inovação em energias renováveis, com foco em eficiência, descarbonização e oportunidades para o mercado brasileiro.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário