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Agosto Azul e Vermelho: cuidados para prevenir doenças vasculares na menopausa

Mulher em casa consultando relógio inteligente com desenho de coração em papel na mesa ao lado.

A campanha Agosto Azul e Vermelho chama a atenção para a prevenção das doenças vasculares e para a importância de manter hábitos que ajudem a proteger a saúde da circulação. No caso das mulheres, esse cuidado tende a ganhar ainda mais relevância depois dos 40 anos e, sobretudo, na menopausa - etapa em que a redução do estrogênio se relaciona ao aumento do risco cardiovascular.

Com essa mudança hormonal, ficam mais comuns alterações como aumento da pressão arterial, elevação do colesterol e maior facilidade para concentrar gordura na região abdominal. Em conjunto, esses fatores podem favorecer eventos como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

A seguir, veja atitudes essenciais para reduzir o risco de problemas vasculares e cuidar do coração.

1. Entenda que a menopausa também muda a saúde do coração

É frequente associar a menopausa apenas às ondas de calor e às alterações hormonais, mas essa fase também marca uma virada importante na proteção do sistema cardiovascular. Com menos estrogênio, podem ocorrer mudanças metabólicas que elevam o risco de doenças cardíacas de maneira discreta, muitas vezes sem sinais claros.

“\"O estrogênio exerce um papel protetor no sistema cardiovascular feminino. Quando ocorre a redução desse hormônio, principalmente após a menopausa, a mulher passa a perder parte dessa proteção natural e fica mais vulnerável a alterações metabólicas que aumentam o risco de doenças cardiovasculares\", alerta a endocrinologista Dra. Patrícia Gracitelli.”

2. Não espere sintomas para cuidar da saúde vascular

Em geral, problemas que atingem artérias e veias se desenvolvem aos poucos. “\"Grande parte das doenças vasculares apresenta evolução lenta e silenciosa. Muitas vezes, os sintomas só aparecem quando a doença já está mais avançada. Por isso, controlar os fatores de risco e manter acompanhamento médico quando necessário é a melhor forma de evitar complicações futuras\", explica a cirurgiã vascular Dra. Nayara Cioffi Batagini.”

3. Faça acompanhamento médico durante o climatério

A passagem para a menopausa é uma oportunidade estratégica para reavaliar a saúde de forma abrangente. Com exames laboratoriais e avaliação clínica, é possível reconhecer cedo mudanças que aumentam o risco cardiovascular e adotar medidas preventivas antes que surjam complicações.

“ \"O check-up endocrinológico permite acompanhar como o organismo está respondendo às mudanças hormonais. Pequenas alterações identificadas precocemente podem ser controladas com mudanças no estilo de vida e, quando necessário, tratamento adequado\", diz a Dra. Patrícia Gracitelli. ”

4. Conheça os sinais que podem indicar trombose

A trombose venosa profunda é um quadro que pede avaliação médica imediata, já que pode evoluir para complicações importantes, como a embolia pulmonar. “\"Os sinais mais comuns são inchaço em apenas uma perna, dor, aumento da temperatura local, vermelhidão ou mudança na coloração da pele. Diante desses sintomas, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente\", alerta a Dra. Nayara Cioffi Batagini.”

5. Lembre-se de que infarto e AVC também são doenças femininas

Depois da menopausa, o risco cardiovascular da mulher tende a se aproximar do observado nos homens. Por isso, torna-se ainda mais necessário manter sob controle a pressão arterial, o colesterol, a glicemia e o peso corporal. De acordo com a Dra. Patrícia Gracitelli, a redução do estrogênio nessa fase contribui para diminuir uma proteção natural do organismo feminino contra problemas cardiovasculares.

“\"Existe uma falsa sensação de que a mulher está protegida contra infarto e AVC, mas essa proteção diminui com a queda do estrogênio. Depois da menopausa, as doenças cardiovasculares passam a representar uma das principais causas de morte entre mulheres\", afirma.”

6. Adote hábitos que favoreçam a circulação sanguínea

Manter atividade física com regularidade, adotar uma alimentação equilibrada, controlar o peso, parar de fumar e ter atenção especial em viagens longas são atitudes que ajudam a preservar a circulação e diminuem de forma expressiva o risco de doenças vasculares ao longo da vida.

“\"Os vasos sanguíneos refletem diretamente nossos hábitos de vida. Pequenas mudanças na rotina podem fazer uma enorme diferença na prevenção de doenças graves e na preservação da qualidade de vida. Cuidar da saúde vascular é investir em longevidade e bem-estar\", diz a Dra. Nayara Cioffi Batagini.  ”

7. Cada mulher precisa de um plano de prevenção individualizado

Nem todas as mulheres precisam fazer reposição hormonal, e os fatores de risco cardiovasculares também variam bastante de pessoa para pessoa. Por isso, o acompanhamento com especialistas ajuda a definir estratégias sob medida para cada fase da vida. “\"A reposição hormonal não deve ser utilizada como uma fórmula única para todas as mulheres. A decisão depende da idade, do momento da menopausa, dos sintomas, do histórico pessoal e dos riscos individuais de cada paciente\", diz a Dra. Patrícia Gracitelli.”

As especialistas destacam que envelhecer não precisa significar perder qualidade de vida. Com acompanhamento médico, identificação precoce de alterações e hábitos saudáveis, dá para diminuir de maneira importante o risco de doenças cardiovasculares e vasculares, mantendo saúde e autonomia por muitos anos.

Por Sarah Carvalho

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