Indiciamentos por burla qualificada envolvendo Ozempic
Cerca de 250 pessoas foram indiciadas por burla qualificada após supostamente simularem diabetes para acessar medicação de emagrecimento com preço reduzido. De acordo com a CNN Portugal, todos seriam pacientes da médica que, em novembro do ano passado, foi detida por prescrever dezenas de milhares de medicamentos como o Ozempic a falsos diabéticos.
Possível devolução ao Estado e valores recebidos
O Ministério Público indiciou os pacientes por burla qualificada ao Estado. Segundo a CNN Portugal, deve ser предложо aos acusados que devolvam ao Estado o dinheiro recebido por meio das comparticipações, como forma de evitar que o caso siga para julgamento.
Ainda conforme a emissora, cada um dos indiciados teria obtido ajudas do Estado acima de 5100 euros.
Profissões entre os indiciados
Entre os indiciados, informa a CNN Portugal, há pessoas de várias áreas - incluindo farmacêuticos e advogados.
Operação "Obélix”
No âmbito da Operação "Obélix”, a Polícia Judiciária prendeu, em novembro de 2025, uma médica endocrinologista que teria prescrito milhares de medicamentos antidiabéticos - usados também para emagrecimento - a pessoas sem diagnóstico de diabetes.
Segundo a investigação, Graça Vargas emitia receitas de medicamentos como Ozempic, Victoza e Trulicity para pacientes que queriam emagrecer, fazendo constar que eram diabéticos e, assim, garantindo a comparticipação do Estado.
Prescrições registradas no SNS e dimensão do esquema
As prescrições registradas por ela no Serviço Nacional de Saúde (SNS) teriam ultrapassado 9,7 milhões de euros, correspondendo a de mais de 65 mil embalagens destes medicamentos a 1914 utentes e a 9,4% no valor total de receitas do SNS na farmácia.
Em nota, a Polícia Judiciária afirmou "que foram recolhidos fortes indícios da participação de duas médicas, um advogado e uma clínica médica no referido esquema".
Comparticipação do SNS para antidiabéticos usados no emagrecimento
A comparticipação do SNS para esse tipo de medicação pode chegar a 95% do valor, desde que o paciente seja, de fato, diabético.
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