Entre elétricos e híbridos, o que faz mais sentido para si neste momento? Uma forma simples de ver as novidades de perto é passar pelo ECAR SHOW 2025 - de 23 a 25 de maio -, onde a Razão Automóvel terá um espaço exclusivo. Há ainda conferências no nosso palco Auto Talks e um Auto Rádio ao vivo para acompanhar.
Enquanto isso, a Honda torna-se a mais recente marca japonesa a ajustar o rumo na eletrificação: por agora, os elétricos descem na lista de prioridades.
A meta original de ter 30% das vendas globais em carros elétricos em 2030 deixa, assim, de ser um objetivo a perseguir. Em números, a Honda calcula que as vendas de elétricos fiquem entre 700 mil e 750 mil unidades anuais nesse ano - bem abaixo dos dois milhões estimados inicialmente.
Em contrapartida, a Honda vai reforçar a aposta nos híbridos. A expectativa é a de duplicar o volume de vendas dos seus modelos híbridos para as 2,2 milhões de unidades até 2030. Tudo isto num cenário em que o construtor prevê um volume total de vendas acima das atuais 3,6 milhões de unidades.
“Ao contrário do que observamos nos elétricos, a procura por híbridos está a crescer. No final, o valor dos veículos elétricos ainda é igual ou superior ao dos híbridos ou híbridos plug-in existentes. Essa é a principal razão pela qual os clientes não aderem aos elétricos.”
Toshihiro Mibe, CEO da Honda
Mais híbridos
Para responder a esta nova fase, a Honda vai evoluir o seu sistema híbrido e:HEV, que será combinado com uma nova plataforma (mais leve), e está a desenvolver uma nova unidade elétrica AWD (All Wheel Drive). A ambição é clara: reduzir o consumo de combustível em mais de 10%.
A Honda quer ainda cortar os custos de produção da nova geração de híbridos em mais de 30% face ao sistema introduzido em 2023, presente nos modelos atuais. Para lá chegar, além do aumento de vendas projetado, a marca conta com ganhos de eficiência industrial, maior partilha de componentes entre modelos e novas parcerias com fornecedores.
A nova geração começa a chegar em 2027 e até 2030 serão lançados 13 novos híbridos globalmente. Para a América do Norte, um dos mercados-chave da Honda e onde existe preferência por modelos de maior porte, a marca vai desenvolver um sistema híbrido específico.
E os elétricos?
Apesar de colocar os elétricos em segundo plano, a Honda continua a tratá-los como peça central no futuro: “Acreditamos que os automóveis elétricos são a solução ideal para alcançar a neutralidade carbónica a longo prazo”, lê-se no comunicado.
Um sinal disso é a chegada, já no próximo ano, da nova geração de elétricos da Honda, a 0 Series. Ainda assim, o plano de investimento nos elétricos foi revisto: dos 10 biliões de ienes (61,4 mil milhões de euros) anunciados até 2031, a Honda reduziu o investimento para sete biliões de ienes (43 mil milhões de euros).
Entre os investimentos colocados em pausa está também o plano para construir uma cadeia de produção dedicada a veículos elétricos no Canadá - adiado por tempo indeterminado.
No ano passado, a Honda vendeu 64 444 elétricos a nível global, três vezes mais do que em 2023 (19 134 unidades).
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