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ERS: cesarianas programadas sobem para 41,3% em 2025, com 55,3% fora do SNS

Mulher grávida em corredor de hospital segurando laudo médico, vestindo roupas confortáveis e pulseiras hospitalares.

Dados da ERS sobre partos em 2025

Dados da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) indicam que, no ano passado, a participação das cesarianas programadas aumentou de forma expressiva, chegando a 41,3% no total - e, no setor privado, esse percentual ultrapassa 55%.

A ERS avaliou a atividade das unidades de obstetrícia e neonatologia em Portugal continental referente ao ano de 2025, a partir dos relatórios das unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e do setor não público. No período, foram registrados 83.089 partos, o que representa crescimento de 3,6% em relação ao ano anterior.

As regiões de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) e Norte reuniram 78% de todos os partos. A maior parte dessas ocorrências aconteceu no SNS (80%).

Taxa de cesarianas: total e por região

Em relação à proporção de partos realizados por cesariana, a ERS aponta que, no ano passado, o índice foi de 39,1%. Esse valor ficou um pouco acima do de 2024 (38,7%), que já tinha mostrado leve alta em comparação a 2023 (38,2%).

Considerando tanto o SNS quanto o setor fora do SNS, a região Centro aparece como aquela com a menor proporção de partos por cesariana, com 29%.

Cesarianas programadas no SNS e no setor privado

Os números também mostram um salto importante na participação das cesarianas programadas no total: elas passaram de 10,2% em 2024 para 41,3% no ano passado.

Fora do SNS, a proporção geral de cesarianas segue mais alta, com 62%, embora tenha recuado ligeiramente em comparação a 2024 (63,4%). Ainda assim, as cesarianas programadas ganharam muito peso nesse segmento, indo de 10,2% em 2024 para mais da metade (55,3%) no ano passado.

Ainda nas unidades fora do SNS, a fatia das cesarianas urgentes aumentou, passando de 38,8% para 42,3%. Em sentido oposto, a participação das cesarianas emergentes nesse mesmo conjunto caiu de forma abrupta: foi de 51% para 2,3%.

Nas unidades do SNS, a taxa total de partos por cesariana é quase metade da observada no privado, ficando em 33,3%. Mesmo assim, também houve alta nas cesarianas programadas (de 10,2% para 28,7%) e nas classificadas como urgentes (de 35,6% para 67%). Já o peso das cesarianas emergentes - que tinha saltado de 7,5% (2023) para 54,2% (2024) - despencou para 4,3%.

O que diferencia cesariana urgente e emergente (Direção Geral da Saúde)

Conforme a norma da Direção Geral da Saúde, a cesariana urgente é indicada quando existe uma condição clínica que precisa ser resolvida em um curto intervalo de tempo, porém sem risco iminente à saúde do feto e/ou da parturiente. Isso difere da cesariana emergente, em que esse risco existe e pode ser reduzido se a cirurgia for realizada "o mais brevemente possível".

No recorte específico das unidades do SNS, predominaram as cesarianas urgentes ou emergentes (71%). Já nas unidades não públicas, prevaleceram as cesarianas programadas (55%).

Classificação das cesarianas segundo o trabalho de parto

As cesarianas também devem ser categorizadas de acordo com a ausência ou a fase do trabalho de parto. Nesse critério, 58% de todas as cesarianas ocorreram na ausência de trabalho de parto - sendo 52% nas unidades do SNS e 62% nas unidades não públicas.

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