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Reino Unido, Japão e Itália avançam no motor do GCAP para o caça de sexta geração

Quatro engenheiros em macacões com bandeiras observam e discutem motor a jato em hangar de aeronave.
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Revisões de projeto aproximam o demonstrador do motor do GCAP

Depois de registrar avanços relevantes no desenvolvimento do motor que equipará o futuro caça de sexta geração do Global Combat Air Programme (GCAP), Reino Unido, Japão e Itália concluíram uma nova rodada de revisões de design, levando o programa para mais perto da construção e, depois, dos ensaios em solo de um demonstrador tecnológico. O avanço é um passo decisivo para validar a arquitetura do conjunto propulsor que irá mover a aeronave.

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Consórcio Rolls-Royce, IHI e Avio Aero: testes e fabricação

As atividades estão a cargo do consórcio formado por Rolls-Royce (Reino Unido), IHI Corporation (Japão) e Avio Aero (Itália), responsáveis pelo desenvolvimento do sistema de potência e propulsão do GCAP. Com a superação das revisões técnicas mais recentes, o trabalho segue em direção à aprovação final do projeto do demonstrador do novo motor, enquanto a fabricação de componentes continua.

Até aqui, já foram realizados mais de uma centena de testes em componentes em escala reduzida. Os resultados obtidos serão usados para sustentar os próximos ensaios em solo e, ao mesmo tempo, gerar informações críticas para a evolução da planta motriz definitiva.

O demonstrador é uma peça central para diminuir os riscos tecnológicos do programa antes do início da produção do motor operacional. Além de confirmar novas soluções de engenharia e a integração entre subsistemas, ele também permitirá aperfeiçoar ferramentas, processos de manufatura e metodologias de trabalho, com a meta de encurtar os prazos de projeto e desenvolvimento da futura planta motriz.

Em paralelo, no último ano o consórcio abriu um centro de colaboração em Reading, no Reino Unido, reunindo especialistas das três empresas ao lado de representantes da Agência GCAP e da Edgewing, reforçando a coordenação internacional do projeto.

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Motor como “central elétrica voadora” para o caça de sexta geração

Um dos pontos mais relevantes do novo sistema de propulsão é que ele foi planejado para ir muito além de simplesmente gerar o empuxo necessário para impulsionar o caça. Conforme explicou Phil Townley, diretor de Programas Futuros de Defesa da Rolls-Royce, o motor foi concebido como uma verdadeira “central elétrica voadora”, apta a administrar as elevadas exigências energéticas e térmicas impostas por sensores de nova geração, sistemas de guerra eletrônica e futuras armas de alta potência que o caça deverá integrar. Essa capacidade será determinante para sustentar o desempenho esperado de uma plataforma de sexta geração.

Cooperação industrial e o contrato da Edgewing

As empresas participantes também destacaram o peso estratégico da cooperação industrial. Edoardo Curti, responsável pela unidade de Defesa da Avio Aero, afirmou que os progressos obtidos representam um marco importante para consolidar uma parceria de longo prazo entre os três fabricantes. Já Noriyuki Nakamura, assessor técnico da IHI Corporation, ressaltou que o programa permitirá combinar tecnologias japonesas de motores aeronáuticos com a experiência dos parceiros europeus para desenvolver o “coração” da próxima geração de aeronaves de combate, além de impulsionar a formação de talentos especializados e novas capacidades industriais.

Esses avanços ocorrem poucas semanas após os governos do Reino Unido, da Itália e do Japão terem concedido à Edgewing um segundo contrato internacional de 4.600 milhões de libras esterlinas para manter o desenvolvimento do futuro caça de sexta geração. O acordo viabiliza, ao longo dos próximos 18 meses, a evolução do design detalhado da aeronave, enquanto diferentes consórcios industriais seguem trabalhando em componentes críticos - incluindo o sistema de propulsão.

Com o objetivo de colocar o novo avião em serviço por volta de 2035, o GCAP continua conduzindo, em paralelo, o desenvolvimento da plataforma, dos sensores, das comunicações e do motor, que deverá entregar tanto a potência de empuxo quanto a capacidade de geração elétrica exigida pelos sistemas de combate do futuro.

Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos.


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