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O navio de assalto anfíbio USS Fort Lauderdale LPD-28, da Marinha dos EUA, voltou recentemente à Estação Naval de Norfolk após concluir um desdobramento no Caribe e em áreas sob responsabilidade da 4ª Frota. Integrante do Grupo Anfíbio Preparado do Iwo Jima, a unidade atingiu marcos relevantes ao longo de 334 dias de operações: navegou por mais de 51.000 milhas náuticas, enquanto o grupo aéreo embarcado somou 792 horas de voo.
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Operação Southern Spear e o papel do USS Fort Lauderdale LPD-28
Vale lembrar que o USS Fort Lauderdale foi uma das várias unidades anfíbias empregadas no esforço de Washington para desmontar atividades de organizações criminosas e de narco-terrorismo no Caribe. O desdobramento, dentro da Operação Southern Spear, começou em agosto de 2025, ao lado do navio de assalto anfíbio classe Wasp USS Iwo Jima LHD 7 e do USS San Antonio LPD 17.
Além das ações diretas voltadas ao combate ao narcotráfico, o período exigiu que os navios anfíbios da Marinha dos EUA também estivessem prontos para responder a diferentes emergências desencadeadas por desastres naturais.
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De acordo com o que foi divulgado pela 2ª Frota, ao longo do desdobramento de 334 dias o USS Fort Lauderdale operou no Caribe “…em perfeita coordenação com as forças armadas e os meios navais na região, realizando 3.194 saídas, 792 horas de operações de voo e percorrendo mais de 51.093 milhas náuticas…”.
Assistência humanitária na Jamaica e na Venezuela
Um dos primeiros testes enfrentados pelo USS Fort Lauderdale e sua tripulação em missões de ajuda humanitária foi o apoio prestado pelos EUA à Jamaica após a passagem do furacão Melissa. O navio compôs o esforço naval que montou uma cadeia de assistência entre Mayport, Flórida, e Porto Rico, hub logístico onde os suprimentos foram concentrados para depois seguirem por via aérea às áreas mais afetadas da Jamaica.
Na sequência, o Fort Lauderdale também passou a integrar os meios navais disponibilizados pelos EUA após os devastadores terremotos registrados no fim de junho na Venezuela. Em uma cena que, até poucos meses atrás, parecia quase inimaginável, o navio anfíbio da Marinha dos EUA entrou no porto de La Guaira em 28 de junho para atuar como o principal centro de coordenação das atividades de assistência.
Em território venezuelano, o USS Fort Lauderdale evidenciou as vantagens e capacidades de um navio desse tipo: desde transportar e entregar suprimentos extremamente necessários; passando por se estabelecer como um centro provisório de assistência sanitária e atendimento médico; até oferecer estrutura de comando e controle para as diferentes agências norte-americanas e venezuelanas presentes.
Os helicópteros UH-1Y Venom do esquadrão VMM365 (Reinforced) atuaram como ligação e transporte aéreo, enquanto os lanchões LCU e os veículos anfíbios LARC-5 do Fort Lauderdale foram usados para entregar e distribuir suprimentos.
“…Nossa equipe de combate cumpriu seu dever com orgulho e profissionalismo…”, afirmou o Command Master Chief Steven “Junior” Roberts após atracar em Norfolk, encerrando um desdobramento histórico para o USS Fort Lauderdale e sua tripulação.
Imagem de capa: US Navy – Mass Communication Specialist 2nd Class Derek Cole
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