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UE e China avançam para acordo sobre tarifas de carros elétricos e preço mínimo

Carro elétrico esportivo vermelho em exposição ao lado de estação de recarga dentro de showroom moderno.

A União Europeia (UE) e a China vêm se aproximando de um entendimento sobre as tarifas de importação aplicadas aos carros elétricos fabricados em território chinês.

Negociações UE–China e o possível preço mínimo para carros elétricos

Nas últimas semanas, os sinais de reaproximação se intensificaram. O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, e o ministro do Comércio da China, Wang Wentao, confirmaram que houve progresso nas tratativas - incluindo a possibilidade de um acordo para fixar um preço mínimo para os carros elétricos produzidos na China.

Mais recentemente, em uma publicação na rede social X, o Ministério do Comércio da China informou que as conversas “entraram na fase final”, embora tenha destacado que “ainda são necessários esforços de ambas as partes”.

Declarações do porta-voz do MOFCOM sobre as conversas do ministro Wang Wentao com o comissário europeu de Comércio e Segurança Econômica Maroš Šefčovič durante sua visita à França (2/4)

P: Há algum novo avanço nas negociações sobre compromissos de preço de veículos elétricos entre China e UE? Qual é o...

  • 中华人民共和国商务部MOFCOM (@MOFCOM_China) 8 de junho de 2025

No mesmo texto, o ministério também afirmou que “ambas as partes instruíram suas equipes de trabalho a redobrar esforços para encontrar soluções mutuamente aceitáveis, em conformidade com as respectivas legislações e com as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio)”. Além disso, UE e China se comprometeram a tratar “as divergências comerciais de forma apropriada”.

Por que a UE elevou as tarifas sobre os elétricos importados da China

Vale lembrar que, em meados do ano passado, a UE passou a aplicar tarifas adicionais de até 35,3% (somadas aos 10% já existentes) sobre carros elétricos importados da China, justificando a medida com o que classifica como “concorrência desleal”.

Para Bruxelas, o governo chinês financia diretamente os fabricantes nacionais, o que permitiria reduzir os preços de forma artificial e ampliar a participação dessas marcas no mercado europeu.

Impacto das tarifas

As tarifas vêm afetando diretamente diversos fabricantes chineses. Diante disso, algumas marcas passaram a priorizar os híbridos plug-in, que não entram nessas cobranças. Outras, como BYD e Chery, anunciaram planos para montar fábricas próprias em território europeu, buscando reduzir os efeitos das restrições.

As consequências não atingem apenas marcas chinesas. O CUPRA Tavascan, por exemplo, está sujeito a uma tarifa de 45,3%.

As alíquotas também não são iguais para todos: elas variam conforme o nível de cooperação de cada fabricante na investigação conduzida pela Comissão Europeia. Quem não colaborou enfrenta a taxa máxima, enquanto os que cooperaram ficam com tarifas menores.


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