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Mercedes-Benz EQS: o novo porta-estandarte elétrico de luxo da marca alemã

Carro prata Mercedes-Benz EQS 523CV elétrico exposto em ambiente interno com iluminação artificial.

O Mercedes-Benz EQS, novo porta-estandarte elétrico da marca alemã, finalmente foi revelado ao público depois de semanas de expectativa. Nesse período, a fabricante de Stuttgart foi “abrindo o apetite” ao soltar informações aos poucos, permitindo que este modelo inédito fosse sendo conhecido gradualmente.

A Mercedes-Benz o define como o primeiro automóvel elétrico de luxo e, ao olhar para o “menu” preparado pela marca, fica fácil entender por que ela faz uma afirmação tão enfática.

A silhueta - vista pela primeira vez no Salão de Frankfurt de 2019 na forma do conceito Vision EQS - segue duas filosofias de estilo, Sensual Purity e Progressive Luxury. Na prática, isso aparece em linhas fluidas, superfícies esculpidas, transições suaves e folgas reduzidas entre painéis.

Na frente, chama atenção o painel (não há grade) que conecta os faróis - também interligados por uma faixa de luz estreita. Essa peça recebe um padrão derivado da icônica estrela da marca de Stuttgart, registrada como marca comercial em 1911.

Opcionalmente, esse painel preto pode ganhar um desenho de estrelas tridimensionais, reforçando ainda mais a assinatura visual.

O Mercedes mais aerodinâmico de sempre

O perfil do Mercedes-Benz EQS adota o estilo “cab-forward” (cabine avançada), com o volume do habitáculo definido por uma linha em arco (“one-bow”, ou “um arco”, como descrevem os designers da marca). Nessa solução, os pilares das extremidades (“A” e “D”) se estendem até os eixos (dianteiro e traseiro) e passam sobre eles.

O resultado é um visual particular, sem vincos marcantes e, sobretudo, muito eficiente no ar. Com um Cx de apenas 0,20 (valor obtido com rodas AMG de 19″ e no modo de condução Sport), este é o carro de produção mais aerodinâmico da atualidade. Como comparação, o Tesla Model S atualizado registra 0,208.

Para que esse desenho fosse viável, ajudou bastante a plataforma dedicada a elétricos que serve de base ao EQS, a EVA.

Interior de luxo

Sem um motor a combustão na dianteira e com a bateria posicionada entre os eixos, a Mercedes conseguiu “empurrar” as rodas mais para as extremidades da carroceria. Isso encurta as seções dianteira e traseira.

Além de favorecer as proporções, essa configuração amplia o espaço destinado aos cinco ocupantes e também a capacidade de carga. O porta-malas oferece 610 litros e pode chegar a 1770 litros com os bancos traseiros rebatidos.

Na parte de trás, por ser uma base pensada para veículos elétricos, não existe túnel de transmissão - o que melhora bastante a vida de quem vai no assento central do banco traseiro. Na dianteira, uma console central elevada separa os dois lugares.

Somando tudo, o EQS entrega mais espaço do que seu equivalente a combustão, o novo Classe S (W223), mesmo sendo ligeiramente mais curto.

Ainda assim, como seria de esperar, apenas ser amplo não basta para brigar no topo da linha elétrica da Mercedes-Benz. E é justamente quando precisa “tirar trunfos da manga” que o EQS consegue “desarmar” qualquer modelo com assinatura EQ.

141 cm de ecrã. Que abuso!

O EQS marca a estreia do MBUX Hyperscreen, uma solução formada por três telas OLED que, juntas, compõem um painel contínuo de 141 cm de largura. É algo sem precedentes.

Com processador de oito núcleos e 24 GB de RAM, o MBUX Hyperscreen promete capacidade de processamento inédita e se coloca como a tela mais inteligente já instalada em um automóvel.

Conheça todos os detalhes do Hyperscreen na entrevista que fizemos com Sajjad Khan, diretor de tecnologia (CTO - Chief Technology Officer) da Daimler:

O MBUX Hyperscreen será oferecido apenas como opcional, já que, de série, o EQS terá um painel mais discreto, muito parecido com o que se vê no novo Mercedes-Benz Classe S.

Portas automáticas

Também disponíveis como opcional - e igualmente impressionantes - estão as portas com abertura automática na dianteira e na traseira, elevando ainda mais o conforto do motorista e dos passageiros.

Quando o condutor se aproxima do carro, as maçanetas se apresentam e, conforme ele chega mais perto, a porta do seu lado se abre automaticamente. Já dentro da cabine, usando o sistema MBUX, o motorista também consegue abrir automaticamente as portas traseiras.

Uma cápsula à prova de tudo

O Mercedes-Benz EQS promete níveis altíssimos de conforto de rodagem e de isolamento acústico, com a proposta de garantir o bem-estar de todos a bordo.

Nessa linha, até o ar do interior pode ser monitorado, já que o EQS pode ser equipado com um filtro HEPA (filtro de ar particulado de alta eficiência) opcional, capaz de impedir a entrada de 99,65% de micropartículas, poeira fina e pólen no habitáculo.

A Mercedes também afirma que este EQS será uma “experiência acústica” própria, com capacidade de gerar diferentes sons conforme o estilo de condução - tema que já abordamos anteriormente:

Modo autónomo até aos 60 km/h

Com o sistema Drive Pilot (opcional), o EQS consegue rodar em modo autônomo até 60 km/h em trânsito intenso, como filas densas ou congestionamentos em trechos adequados de autoestrada, embora essa última função, no início, esteja disponível apenas na Alemanha.

Além disso, o EQS recebe os sistemas mais recentes de assistência ao motorista da marca alemã, com destaque para o Attention Assist. Ele consegue analisar os movimentos dos olhos do condutor e identificar sinais de cansaço que indiquem que o motorista está prestes a adormecer.

E a autonomia?

Razões não faltam para justificar por que a Mercedes o coloca como o primeiro automóvel elétrico de luxo do mundo. Mas, por ser um elétrico, a autonomia precisa acompanhar o restante do conjunto. E acompanha… e como!

A energia vem de duas opções de bateria de 400 V: 90 kWh ou 107,8 kWh, permitindo uma autonomia máxima de até 770 km (WLTP). A bateria conta com garantia de 10 anos ou 250 000 km.

Com refrigeração líquida, elas podem ser pré-aquecidas ou resfriadas antes ou durante a viagem, para garantir que o carro chegue a um carregador rápido sempre na temperatura ideal de operação.

Há ainda um sistema de regeneração de energia com vários modos, cuja intensidade pode ser ajustada por duas aletas atrás do volante. Veja o carregamento do EQS em mais detalhes:

Versão mais potente tem 523 cv

Como a Mercedes-Benz já havia antecipado, o EQS será oferecido em duas versões: uma com tração traseira e um motor (EQS 450+) e outra com tração integral e dois motores (EQS 580 4MATIC). Mais adiante, está prevista uma variante esportiva ainda mais potente, com assinatura AMG.

Começando pelo EQS 450+, ele entrega 333 cv (245 kW) e 568 Nm, com consumo entre 16 kWh/100 km e 19,1 kWh/100 km.

Já o EQS 580 4MATIC, mais forte, rende 523 cv (385 kW), graças a um motor de 255 kW (347 cv) atrás e outro de 135 kW (184 cv) à frente. No consumo, os números ficam entre 15,7 kWh/100 km e 20,4 kWh/100 km.

Em ambas as configurações, a velocidade máxima é limitada a 210 km/h. Na aceleração de 0 a 100 km/h, o EQS 450+ cumpre a prova em 6,2s, enquanto o EQS 580 4MATIC faz o mesmo em apenas 4,3s.

Quando chega?

O EQS será fabricado na “Fábrica 56” da Mercedes-Benz em Sindelfingen, na Alemanha, onde também é produzido o Classe S. Mesmo assim, a marca de Stuttgart ainda não informou quando começam as vendas nem quanto custará este elétrico.

Por enquanto, sabe-se apenas que a estreia comercial ocorrerá com uma edição especial de lançamento, chamada Edition One, com pintura exclusiva em dois tons e limitada a somente 50 unidades - exatamente a que aparece nas imagens.


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