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Estudo com 172 jovens revela aliciamento sexual online e a dimensão do sexting

Grupo de adolescentes em sala de aula aprendendo sobre segurança digital com laptop e celular.

Uma investigação com 172 jovens portugueses buscou medir a frequência do aliciamento sexual online e a amplitude do "sexting". Entre as recomendações apontadas pelos autores está a inclusão da educação sobre esses temas na escola, com foco em segurança digital.

Interações com conteúdo sexual e solicitações de imagens íntimas aparecem com presença cada vez maior no cotidiano de adolescentes. Um estudo realizado em Portugal com 172 jovens de 12 a 17 anos - em sua maioria meninas - aponta que mais de 40%, isto é, quatro em cada dez participantes, "já foi alvo de aliciamento online (grooming) por parte de adultos, e aproximadamente 26% admite ter correspondido a essa interação de natureza sexual", segundo o comunicado que acompanha a pesquisa do Centro de Investigação da Egas Moniz School of Health and Science.

A avaliação também mostra que "grooming" e "sexting" tendem a acontecer de forma conectada, e não como eventos separados. "Existe uma correlação, sugerindo que a prática de partilha de conteúdos de natureza sexual pode aumentar a vulnerabilidade a contactos abusivos por parte de adultos e que o próprio processo de aliciamento pode incentivar a comportamentos de sexting", informa o mesmo texto enviado às redações. "Estes fenómenos devem ser compreendidos de forma integrada, enquanto comportamento de risco com impacto significativo na vulnerabilidade emocional e na saúde mental dos jovens. As redes sociais tornaram-se um novo palco para este tipo de riscos acrescidos e é, por isso, importante reforçar a literacia digital e a prevenção junto de adolescentes, famílias e contextos educativos", afirmam, na mesma nota, Telma Catarina Almeida, docente e investigadora da Egas Moniz, e André Pereira, da mesma instituição.

Dados sobre encontros presenciais, grooming e sexting

Conforme os resultados apresentados na investigação (que pode ser consultada no original aqui), 9,3% dos jovens disseram ter chegado a marcar encontros presenciais com esses indivíduos - em geral, adultos que iniciam e mantêm conversas online com adolescentes.

No caso do sexting, mais da metade (52,9%) relatou ter enviado mensagens com teor sexual; quatro em cada dez (41,3%) enviaram fotos; e 16,3% compartilharam vídeos íntimos. Embora essas trocas sejam percebidas como voluntárias, especialistas alertam que há risco elevado de ocorrerem em "contextos de pressão ou de influência externa e pode ser utilizada como instrumento de aliciamento online por parte de adultos", como destaca o comunicado.

Medidas de prevenção e educação para a segurança digital nas escolas

Diante do quadro, a nota defende que se invista no "reforço de medidas de prevenção e intervenção". O texto enfatiza a "integração da educação para a segurança digital nas escolas", além de formação e sensibilização de profissionais que atuem com adolescentes e jovens, bem como a necessidade de campanhas de conscientização e de mecanismos de denúncia mais acessíveis.

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