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Mercedes-AMG SLS Electric Drive: o supercarro elétrico de 740 bhp

Carro esportivo azul Mercedes-Benz em pista de corrida curva com motorista usando capacete.

Este teste foi publicado originalmente na Edição 242 da revista Top Gear (2013).

Potência de AMG: o que realmente lidera a lista

Qual é o AMG mais forte à venda? A aposta mais óbvia seria no SLS Black, mas essa resposta não é a certa. O título vai para este SLS Electric Drive, com 740 bhp (552 kW) e 738 lb ft (1.001 Nm). É uma diferença gigantesca de 118 bhp (88 kW) e 270 lb ft (366 Nm) a mais do que o Black - e, olhando apenas os números, ninguém chamaria o Black de lento. Mesmo assim, o Electric Drive gera exatamente zero emissões locais de CO2.

Mercedes-AMG SLS Electric Drive: o que é e por que ele importa

Em termos diretos, o SLS ED talvez seja a criação mais revolucionária - e genial - que a já insana turma da AMG já colocou na rua: um supercarro totalmente elétrico com tração integral. E não é só uma ideia arrojada; há engenharia pesada por trás.

O ED recorre a quatro motores (um em cada roda) ligados a duas caixas de engrenagens. Para alimentar tudo isso, há 12 módulos de bateria, e a maior parte deles fica instalada bem baixa, no espaço que normalmente seria ocupado pelo túnel de transmissão. Essa posição é crucial: as baterias pesam nada menos que 548 kg, então precisam mesmo estar o mais perto possível do chão. Com essa montagem e conduzindo com cuidado, as células entregam uma autonomia teórica de 155 milhas (249 km).

Desempenho: um “tsunami” de torque

Só que é até uma pena concentrar a atenção no lado verde e sereno do Electric Drive, porque o ritmo bruto - quase visceral - é simplesmente fora do comum. Não me ocorre nada, além de talvez o Veyron, que entregue esse tipo de pancada contínua de torque, como uma onda que não acaba.

E ele não vive apenas desse truque. O único hipercarro elétrico do mundo também conduz surpreendentemente bem, desde que esteja no modo adequado. Existem três configurações diferentes de vetorização de torque, que mudam tanto o quanto cada motor elétrico freia rodas individuais para manter tração ao “catapultar” a saída de curva, quanto o quanto de potência vai para a roda com mais aderência.

Modos de condução: de Conforto a Sport+

No modo Conforto, ele fica um pouco pesado. Continua rápido, claro, mas o chassi não tem o brilho que você espera - e o carro faz questão de lembrar que pesa 2,1 toneladas.

A solução é simples: sair do Conforto e ir para o Sport+. A mudança é imediata. O que antes parecia um SLS um pouco lento de raciocínio vira um esportivo afiado. O subesterço some por completo, o carro gira a partir do centro e o ED realmente desperta. Ele chega a parecer melhor do que um SLS padrão, graças ao equilíbrio - mérito dessa vetorização de torque esperta e da programação excepcional da AMG.

Som, silêncio e o preço para levar um para casa

A única ressalva fica para o ruído (ou a falta dele). A AMG criou um som artificial de motor para o SLS ED, de modo que haja alguma presença sonora na cabine, mas o volume é baixo demais. Parado, lembra um pouco um efeito de Star Wars; acima de 30 mph (48 km/h), porém, o barulho de vento e pneus engole tudo.

Ainda assim, é um detalhe pequeno. Este continua a ser um dos AMGs mais impressionantes de todos os tempos. E o mais curioso é que dá, sim, para comprar um. Bem, dá - se por acaso você tiver €416,500 sobrando.

Mas, sinceramente, quem se importa? Ele existe. E é brilhante.

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