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Defesa

FAB usa Embraer A-29 Super Tucano e autoriza Tiro de Detenção (TDE) após incursão da Bolívia, forçando pouso em Mato Grosso do Sul

Piloto militar em voo, com aeronave camuflada voando ao lado sobre campo agrícola.
Neste artigo
  1. Interceptação da FAB após entrada irregular vinda da Bolívia
  2. Ações do COMAE e Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA)
  3. O que é o Tiro de Detenção (TDE)
  4. Pouso forçado em Mato Grosso do Sul e atuação no terreno
  5. Contexto: vigilância permanente e Programa Escudo IV

Interceptação da FAB após entrada irregular vinda da Bolívia

Depois de identificar a entrada irregular, no espaço aéreo brasileiro, de uma aeronave que vinha do sul da Bolívia, a Força Aérea Brasileira (FAB) acionou dois aviões de ataque Embraer A-29 Super Tucano para realizar a interceptação. Como a tripulação se recusou repetidamente a seguir as orientações transmitidas durante a ação, a FAB autorizou o emprego do Tiro de Detenção (TDE), a última medida prevista na legislação brasileira para impedir a continuidade do voo. Com isso, a aeronave - supostamente utilizada em atividades de narcotráfico - acabou realizando um pouso forçado no estado de Mato Grosso do Sul.

Ações do COMAE e Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA)

O avião passou a ser tratado como suspeito ao entrar no território nacional sem plano de voo, sem contato com os órgãos de controle de tráfego aéreo e com matrícula não identificada. Diante desse cenário, o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) determinou o acionamento das Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA) e ordenou a decolagem dos dois Super Tucano. A condução da operação ocorreu de forma coordenada com a Polícia Federal e com a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

Durante a interceptação, os pilotos da FAB seguiram todas as etapas previstas nos protocolos das MPEA, emitindo ordens sucessivas para que a aeronave cumprisse as determinações da Defesa Aeroespacial. Como as instruções continuaram sendo ignoradas, foi autorizado o Tiro de Detenção, a última providência prevista no Decreto nº 5.144, de 2004, para neutralizar aeronaves suspeitas que persistam no descumprimento das determinações das autoridades.

O que é o Tiro de Detenção (TDE)

O procedimento busca interromper a continuidade do voo por meio de disparos de advertência voltados à inutilização da aeronave, sem que isso caracterize o seu abate em pleno voo.

Pouso forçado em Mato Grosso do Sul e atuação no terreno

Depois da ação, o avião fez um pouso forçado em uma pista não preparada, situada a cerca de 200 quilômetros ao norte de Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul. Um helicóptero da Polícia Militar foi deslocado para a área e, ao chegar, os agentes encontraram a aeronave abandonada, sem ocupantes. A principal hipótese considerada é a de que os tripulantes tenham fugido antes da chegada das forças de segurança.

Contexto: vigilância permanente e Programa Escudo IV

Esse tipo de medida integra as operações contínuas de vigilância e controle do espaço aéreo executadas pela Força Aérea Brasileira com foco no combate a voos ilícitos, em especial os ligados ao narcotráfico transfronteiriço. A ocorrência também se insere no Programa Escudo IV, iniciativa que reúne capacidades das Forças Armadas e de órgãos de segurança para ampliar o controle das fronteiras e manter a soberania do espaço aéreo brasileiro por meio da detecção, identificação e interceptação de aeronaves suspeitas.


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Mariana Figueiredo Nascimento

Engenheira eletricista e especialista em transição energética, com atuação em projetos de geração solar e eólica, armazenamento e integração à rede no Brasil. No newenergybrasil.com, acompanha tendências, políticas públicas e inovação em energias renováveis, com foco em eficiência, descarbonização e oportunidades para o mercado brasileiro.

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