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Defesa

Força Aérea Paraguaia realiza o exercício “Yvaga Ruvicha I” para interceptar aeronave ilícita

Piloto militar com capacete opera painel de controle dentro de avião, com outra aeronave ao fundo sobre campos agrícolas.
Neste artigo
  1. Programa “Cielo Guaraní Soberano” e objetivo da simulação
  2. Participação interagências e acompanhamento internacional
  3. Interceptação com A-29 Super Tucano e emprego de helicópteros

A Força Aérea Paraguaia realizou, na sexta-feira, 31 de julho, o exercício conjunto “Yvaga Ruvicha I” (Dono dos Céus I, em guarani). A atividade envolveu a detecção, a interceptação e a neutralização em solo de uma aeronave supostamente ilícita no espaço aéreo do Paraguai.

Programa “Cielo Guaraní Soberano” e objetivo da simulação

O treinamento foi executado dentro do programa “Cielo Guaraní Soberano”, criado pelo governo paraguaio por meio do decreto Nº 6.057/26. Nesse marco, a Força Aérea, como guardiã do espaço aéreo, coordena com diferentes órgãos de segurança do Estado a interceptação de uma aeronave que, em tese, esteja violando o espaço aéreo de forma ilegal.

Participação interagências e acompanhamento internacional

A ação reuniu o Exército Paraguaio, a Armada, o Comando de Operações de Defesa Interna (CODI), a Direção Nacional de Aeronáutica Civil (DINAC), a Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD), a Polícia Nacional, o Ministério Público e a Secretaria Nacional de Inteligência. Os integrantes conduziram uma simulação completa de interceptação, pouso e captura de uma aeronave que operava de modo ilícito, com o propósito de aprimorar procedimentos conjuntos e elevar a capacidade de resposta do Estado diante de ameaças à soberania e à segurança nacional. Representantes da Embaixada dos Estados Unidos também acompanharam o exercício.

Interceptação com A-29 Super Tucano e emprego de helicópteros

Foram empregadas duas aeronaves A-29 Super Tucano da Força Aérea Paraguaia, que efetuaram a perseguição da aeronave ilícita a partir da linha de fronteira entre Paraguai e Brasil, no departamento de Concepción. Em seguida, a aeronave foi entregue às autoridades em solo na base aérea de Concepción, com a simulação de pouso em um caminho alternativo.

A condução e o monitoramento da operação ocorreram a partir do Centro de Comando e Controle da Prefeitura Geral Aeronáutica, na base aérea Silvio Pettirossi, em Assunção, sob ordens diretas do general Julio Fullaondo, comandante da Força Aérea Paraguaia.

Após o exercício, o general Fullaondo detalhou, em entrevista coletiva, o alcance do treinamento interno: “Estamos buscando a interoperabilidade entre as instituições, devemos preparar as articulações de cada uma das partes para o combate do crime transnacional e a defesa do espaço aéreo paraguaio”.

Treinamento em todas as situações

A partir da base aérea de Concepción, o tenente-coronel Álvaro López, comandante do Grupo Aerotático da Força Aérea Paraguaia, coordenou a recepção da suposta aeronave ilícita.

“Realizamos manobras erráticas e evasivas, como faria qualquer aeronave ilícita que esteja executando voos irregulares, para assim simular com maior realismo a interceptação e a posterior entrega às autoridades dos ocupantes da aeronave”, afirmou López aos veículos de imprensa que acompanharam a simulação.

Também participaram em Concepción helicópteros UH-1H, que, durante o exercício, isolaram a área ao redor da suposta aeronave ilícita.

O Paraguai não dispõe de uma lei de derrubada para aeronaves que ingressem ilegalmente em seu espaço aéreo. Ainda assim, as Forças Armadas e o Ministério da Defesa Nacional avaliam que a lei Nº 6.980, de proteção do espaço aéreo, dá à FAP respaldo para cumprir de forma adequada sua função de proteção, conforme os acordos regionais atualmente em vigor.

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Mariana Figueiredo Nascimento

Engenheira eletricista e especialista em transição energética, com atuação em projetos de geração solar e eólica, armazenamento e integração à rede no Brasil. No newenergybrasil.com, acompanha tendências, políticas públicas e inovação em energias renováveis, com foco em eficiência, descarbonização e oportunidades para o mercado brasileiro.

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