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A-29 Super Tucano, AH-60 Arpía e UH-60 Ángel da FAC concluem o Exercício Salitre 2026 com 300 horas de voo

Quatro militares em uniforme revisam mapas e equipamentos em frente a helicópteros em base aérea ao ar livre.
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Depois de finalizarem um longo deslocamento para o norte do Chile, os A-29 Super Tucano, os helicópteros AH-60 Arpía e UH-60 Ángel da Força Aeroespacial Colombiana (FAC) encerraram sua participação no Exercício Salitre 2026, somando cerca de 300 horas de voo entre as fases de ida, retorno e treinamento combinado. A presença do destacamento colombiano foi um marco para a instituição, por se tratar da primeira participação em um dos principais exercícios aéreos do Cone Sul.

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Deslocamento para o Exercício Salitre 2026

Para integrar as atividades, as aeronaves da Colômbia percorreram mais de 4.000 milhas náuticas, cruzando três países antes de chegarem à Base Aérea Cerro Moreno, em Antofagasta. O pacote enviado incluiu quatro aviões de ataque e instrução Embraer A-29B Super Tucano, oriundos dos Comandos Aéreos de Combate N.º 2 e N.º 3, além dos helicópteros AH-60 Arpía e UH-60 Ángel, que juntos compuseram o Grupo Expedicionário da FAC.

Treinamento combinado e interoperabilidade

No decorrer do exercício, os Super Tucano operaram lado a lado com aeronaves do mesmo modelo das forças aéreas do Chile e do Paraguai, cumprindo missões de apoio aéreo aproximado e ataque à superfície. Ao mesmo tempo, a FAC treinou com as forças aéreas de Chile, Argentina, Brasil, EUA e Paraguai, buscando ampliar a interoperabilidade por meio do intercâmbio de capacidades, técnicas, táticas e procedimentos em um ambiente multinacional.

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Quase 300 horas de voo e cenários diários

Ao todo, as aeronaves colombianas acumularam cerca de 300 horas de voo, número que abrangeu o traslado até o Chile, o retorno à Colômbia e as ações operacionais conduzidas durante o Salitre 2026. Ao longo do exercício, os cenários e as missões simuladas eram ajustados diariamente, o que possibilitou treinar competências relacionadas a apoio aéreo aproximado, busca e resgate de pessoal, inteligência, logística aeronáutica, serviços de apoio e o emprego de uma célula espacial, com o objetivo de responder de forma coordenada a contingências ou emergências no continente.

AH-60 Arpía: primeira participação internacional e perfil de missão

Um dos pontos de maior destaque do deslocamento foi a estreia internacional do helicóptero de ataque AH-60 Arpía nesse tipo de exercício. Conforme explicou o Major Camilo Botía, piloto da equipe Arpía, a presença da aeronave viabilizou compartilhar a experiência acumulada pela FAC ao longo de anos de operações, além de trocar conhecimentos com as demais forças participantes. O oficial ressaltou que a transferência para o Chile exigiu planejamento significativo, envolvendo as tripulações, o esquadrão de combate e o componente logístico para concluir o deslocamento sem contratempos.

Durante as manobras, o AH-60 Arpía executou missões em diferentes domínios operacionais, incluindo ações ar-terra contra alvos estratégicos e tarefas de apoio aéreo aproximado em coordenação com controladores aéreos avançados (JTAC) e forças terrestres. A plataforma também empregou sistemas de comunicações seguras e criptografadas, além de informação satelital voltada a aprimorar o planejamento das missões e a coordenação entre os diversos componentes participantes. De acordo com a missão atribuída, o helicóptero pode ser configurado com foguetes, metralhadoras calibre .50 e mísseis para elevar a precisão dos ataques.

Encerradas as atividades no Chile, a Força Aeroespacial Colombiana destacou o desempenho de seus pilotos, tripulantes e equipes de apoio, que reafirmaram a capacidade de operar em um ambiente multinacional e multidomínio. O emprego dos Super Tucano, do Arpía e do Ángel não apenas representou a primeira participação da FAC no Exercício Salitre, como também consolidou uma experiência voltada a ampliar a cooperação internacional e a interoperabilidade com as forças aéreas da região.

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